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Alimentação deve registrar queda acentuada na inflação com novas safras e dólar estável

Preços de alimentos caem e expectativa é de novas reduções em junho e julho, enquanto combustíveis devem se manter estáveis.

Safra de feijão e arroz chega ao mercado e deve reduzir ainda mais a inflação da alimentação em domicílios (Foto: Divulgação)
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A inflação de alimentos no Brasil caiu, com preços de itens como tomate, ovos e arroz em baixa. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) passou de 0,36% para 0,26% em junho. Espera-se que essa queda continue em junho e julho, devido à colheita e ao clima favorável. O economista Matheus Dias acredita que arroz e feijão ajudarão a reduzir os custos para os consumidores, e que outros alimentos como batatas também contribuirão para isso. Já os preços dos combustíveis, que caíram 0,69% na prévia de junho, devem se manter estáveis, apesar de incertezas no cenário internacional. A Petrobras não deve reagir rapidamente a mudanças no preço do petróleo, mas aumentos significativos podem levar a reajustes. O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, observa que, embora haja melhorias nos dados da inflação, os índices ainda estão acima das metas, com serviços subjacentes em 6,60% e núcleos acima de 5%. O Banco Central continua atento à inflação persistente.

A inflação de alimentos no Brasil apresentou um recuo significativo, com destaque para a queda nos preços de itens como tomate, ovos e arroz. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) desacelerou de 0,36% para 0,26% em junho, refletindo essa tendência.

A expectativa é que a redução nos preços de alimentos se intensifique nos meses de junho e julho, impulsionada pela chegada das safras e condições climáticas favoráveis. O economista Matheus Dias, do FGV Ibre, destaca que arroz e feijão devem contribuir para a diminuição dos custos para os consumidores. Ele prevê que a alimentação em domicílio apresentará quedas mais acentuadas, com tubérculos e legumes, como batatas, também ajudando na redução.

Expectativas para Combustíveis

Os preços dos combustíveis, que recuaram 0,69% na prévia da inflação de junho, permanecem incertos devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio. Apesar disso, Dias acredita que, se o cenário atual se mantiver, não haverá grandes oscilações nos preços de gasolina, etanol e diesel. A Petrobras indicou que não reagirá imediatamente à volatilidade do petróleo, mas um aumento significativo no preço do barril poderia levar a reajustes.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, aponta que houve uma melhora qualitativa nos dados do IPCA-15, com recuos em serviços e bens industriais. No entanto, ele ressalta que os índices ainda estão acima das metas de inflação, com serviços subjacentes em 6,60% e a média dos núcleos acima de 5%. O Banco Central continua vigilante, mantendo um tom cauteloso em relação à inflação persistente.

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