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Argentina inicia exportação de farelo de soja para a China durante guerra comercial

China inicia importação de farelo de soja da Argentina, sinalizando mudança nas relações comerciais sob o governo de Javier Milei.

Donald Trump, Javier Milei e Xi Jinping: presidente argentino é discípulo de americano, usou retórica 'anti-comunista' nas eleições, mas depois se aproximou da China (Foto: Montagem com fotos de Brendan Smialowaski (AFP), Daniel Duarte (AFP) e Adek Berry (AFP))
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A China comprou pela primeira vez farelo de soja da Argentina, com um carregamento de 30 mil toneladas previsto para setembro. Essa compra é uma mudança na política comercial do país, especialmente com o novo governo de Javier Milei. A autorização para importar farelo de soja argentino foi dada em 2019, mas nenhuma compra havia sido feita até agora. A carga sairá da Argentina em julho e será enviada para Guangdong, na China, com um preço de cerca de US$ 360 por tonelada, incluindo frete. Essa importação é vista como um teste de mercado para traders e produtores de ração chineses. Historicamente, a China importava soja in natura, mas tem buscado diversificar seus fornecedores devido à guerra comercial com os Estados Unidos. Em maio, a China registrou um recorde de importações de soja do Brasil. Javier Milei, que criticou a China durante sua campanha, mudou seu discurso após assumir o cargo e se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping, reconhecendo a China como uma parceira comercial interessante. A compra de farelo de soja pode abrir novas oportunidades para a relação comercial entre Argentina e China.

A China realizou sua primeira compra de farelo de soja da Argentina, com um carregamento de 30 mil toneladas programado para setembro. Essa transação representa uma mudança significativa na política comercial do país, especialmente sob o novo governo de Javier Milei.

A autorização para a importação de farelo de soja argentino foi concedida em 2019, mas até agora não havia ocorrido nenhuma compra efetiva. A carga, que deve deixar a Argentina em julho, será destinada à província de Guangdong, no sul da China. O preço cotado é de aproximadamente US$ 360 por tonelada, incluindo o frete. Essa importação é vista como um teste de mercado, envolvendo traders e produtores de ração chineses.

Historicamente, a China tem importado soja in natura, que é processada internamente para a produção de farelo e óleo. No entanto, em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, Pequim tem buscado diversificar seus fornecedores. Em maio, o país registrou um volume recorde de importações de soja do Brasil. As tarifas retaliatórias sobre produtos agrícolas americanos, incluindo a soja, foram impostas no início deste ano, complicando ainda mais as relações comerciais.

Mudanças na Liderança

O presidente argentino, Javier Milei, adotou uma postura crítica em relação à China durante sua campanha eleitoral, afirmando que não faria negócios com o país. Contudo, após assumir o cargo em dezembro de 2023, ele alterou seu discurso. Milei se reuniu com o presidente chinês Xi Jinping durante a cúpula dos Brics, reconhecendo a China como uma “parceira comercial interessante”.

A compra de farelo de soja pode indicar uma nova fase nas relações comerciais entre Argentina e China, especialmente em um contexto de incertezas nas negociações comerciais entre os EUA e a China. A expectativa é que essa transação abra portas para futuras colaborações entre os dois países.

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