O Banco Central do Brasil aumentou sua previsão de crescimento do PIB para 2025, passando de 1,9% para 2,1%. O governo também ajustou sua estimativa para 2,4%. Para combater a inflação, que está acima da meta de 3%, o Comitê de Política Monetária elevou a taxa Selic de 14,75% para 15% ao ano. Apesar de um crescimento de 1,4% no primeiro trimestre, o BC espera uma desaceleração na economia no segundo semestre devido a uma política monetária mais rígida e a redução do crescimento na agropecuária. A inflação deve ficar em 4,9% para 2023, com uma chance de 68% de ultrapassar a meta. O BC também mencionou que a recuperação da safra agrícola e um mercado de trabalho mais forte ajudaram nas novas previsões, mas alertou sobre incertezas globais que podem afetar a economia.
O Banco Central do Brasil revisou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, aumentando-a de 1,9% para 2,1%. A atualização foi divulgada no Relatório de Política Monetária nesta quinta-feira, 26 de outubro. A estimativa do governo também foi elevada, passando para 2,4%.
O Comitê de Política Monetária (Copom), ao elevar a taxa Selic de 14,75% para 15% ao ano, destacou que a resiliência da economia dificulta a convergência da inflação à meta de 3,0%. A decisão de aumentar a taxa foi motivada pela necessidade de um aperto monetário em um cenário inflacionário adverso.
O relatório do BC também revelou que a atividade econômica continua a mostrar sinais de força, apesar de um processo gradual de moderação no crescimento. A pesquisa Focus, que coleta expectativas do mercado, aponta um crescimento de 2,21% para a economia em 2025.
Cenário Econômico
O BC observou que a recuperação da safra agrícola e um mercado de trabalho mais aquecido contribuíram para a revisão otimista das projeções. O crescimento do PIB no primeiro trimestre foi de 1,4%, superando as expectativas iniciais. Contudo, a autoridade monetária alerta para incertezas globais que podem impactar o desempenho interno.
Apesar do aumento nas projeções, o BC prevê uma desaceleração da atividade econômica no segundo semestre. A política monetária restritiva e a diminuição do impulso da agropecuária são fatores que devem influenciar essa moderação. O hiato do produto, que mede a diferença entre a capacidade de crescimento e a expansão efetiva da economia, está em 0,9%, acima da estimativa anterior de 0,6%.
Desafios Inflacionários
O cenário inflacionário continua desafiador, com a previsão de que a inflação permaneça acima do limite superior da meta até o final do ano. O BC estima uma inflação de 4,9% para 2023, com uma probabilidade de 68% de que o IPCA ultrapasse a meta. As projeções para 2026 e 2027 também foram ajustadas, mas o BC mantém a necessidade de monitorar a evolução da inflação e o impacto das políticas monetárias em vigor.
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