O Federal Reserve dos Estados Unidos propôs reduzir os requisitos de capital para os maiores bancos do país, uma mudança importante desde a crise financeira de 2008. Essa proposta, que foi divulgada pelo Financial Times, sugere alterações na razão suplementar de alavancagem, que foi criada em 2014 para garantir que os bancos mantenham um nível mínimo de capital. Com essa nova medida, os oito maiores bancos poderiam ter uma redução de cerca de 13 bilhões de dólares nas exigências de capital em suas holdings e 210 bilhões de dólares nas subsidiárias, o que representa uma diminuição significativa. A proposta também altera a exigência de capital de nível 1, reduzindo-a de 5% para uma faixa entre 3,5% e 4,25% do total de ativos, alinhando os requisitos dos bancos americanos aos padrões de outros países. Apesar do apoio de alguns membros do Fed, houve resistência interna, com preocupações sobre o aumento do risco de falências. Críticos alertam que essa flexibilização pode trazer riscos semelhantes aos que causaram a crise de 2008, enquanto entidades do setor bancário veem a medida como um passo inicial para um sistema de capital mais eficiente. O Fed também pode considerar excluir ativos de baixo risco do cálculo da alavancagem, uma prática que foi usada durante a pandemia, mas não está incluída na proposta atual. Uma conferência está marcada para o próximo mês para discutir reformas na regulação bancária nos EUA.
O Federal Reserve propôs uma redução nos requisitos de capital para os maiores bancos dos Estados Unidos, marcando uma das mudanças mais significativas desde a crise financeira de 2008. A proposta, divulgada pelo Financial Times, sugere alterações na razão suplementar de alavancagem (SLR), que foi implementada em 2014 para garantir que os bancos mantenham um nível mínimo de capital de alta qualidade.
Com a nova medida, os oito maiores bancos do país poderiam ver uma diminuição de aproximadamente US$ 13 bilhões (1,4%) nas exigências de capital em suas holdings. Nas subsidiárias bancárias, o corte seria ainda mais expressivo, totalizando US$ 210 bilhões em exigências de capital, representando uma redução de 27%. O Fed esclareceu que essas mudanças serão compensadas por outras exigências no nível da holding.
Detalhes da Proposta
A proposta também altera a exigência de capital de nível 1, que inclui ações ordinárias e lucros retidos, reduzindo-a de 5% para uma faixa entre 3,5% e 4,25% do total de ativos. Essa mudança alinha os requisitos dos bancos americanos aos padrões de instituições financeiras na Europa, China, Canadá e Japão. Além disso, a proposta prevê um corte de 5% na capacidade total de absorção de perdas e uma redução de 16% no nível mínimo de dívida de longo prazo.
Michelle Bowman, vice-presidente do Fed, defendeu que a proposta permitirá que os bancos operem de forma mais eficiente em períodos de estresse no mercado, especialmente no que diz respeito aos Treasuries. Apesar do apoio de Bowman e do presidente do Fed, Jerome Powell, a proposta enfrentou resistência interna. Michael Barr, vice-presidente de regulação, e Adriana Kugler, diretora do Fed, votaram contra, expressando preocupações sobre o aumento do risco de falências.
Reações e Futuras Considerações
Críticos da proposta alertam que a flexibilização das regras pode reabrir espaço para riscos semelhantes aos que levaram ao colapso financeiro de 2008. Por outro lado, entidades do setor bancário, como o Bank Policy Institute, consideraram a medida um passo inicial para um sistema de capital mais racional, embora defendam a necessidade de mais mudanças.
O Fed também sinalizou que pode considerar a exclusão de ativos de baixo risco, como Treasuries e depósitos no banco central, do cálculo da alavancagem. Essa prática foi temporariamente adotada durante a pandemia, mas não foi incluída na proposta atual. Uma conferência está prevista para o próximo mês, onde o Fed discutirá reformas mais amplas na regulação bancária dos EUA.
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