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Geração não valoriza posse, diz Alexandre Frankel, CEO da Housi

Juros elevados e trabalho híbrido aceleram a moradia flexível; locação de curto prazo avança no Brasil com aposta em apartamentos por assinatura

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  • O CEO da Housi, Alexandre Lafer Frankel, afirma que a geração mais jovem não valoriza a posse como prioridade e busca moradia flexível.
  • O mercado de locação de curto prazo ganha força no Brasil, com a Housi tendo 990 incorporadoras parceiras em 200 cidades e expectativa de faturar R$ 690 milhões neste ano.
  • A empresa anuncia o primeiro empreendimento de luxo da marca, o H Bela Cintra, em parceria com a Vitacon, com investimento previsto de R$ 200 milhões.
  • A visão é de que o short stay é tendência duradoura, com foco em segmentação de produtos, transformação digital e moradia mais eficiente.
  • A Housi já é lucrativa há três anos, busca internacionalização e pode abrir novas rodadas de investimento privadas, sem plano de IPO no momento.

A locação de curta temporada ganha espaço no mercado imobiliário brasileiro, impulsionada pela busca por flexibilidade e pelo aumento do trabalho remoto. O empresário Alexandre Lafer Frankel, CEO da Housi, defende que imóveis estão se tornando serviços integrados a soluções de hospitalidade e tecnologia. O cenário pós-pandemia e o aperto financeiro ajudam a explicar esse movimento.

Segundo Frankel, a geração atual valoriza menos a posse e mais a mobilidade. Juros elevados limitam o poder de compra, o que favorece modelos de moradia flexível, incluindo unidades menores, com gestão de serviços e infraestrutura tecnológica. A Housi atua com residências inteligentes em parceria com construtoras.

A empresa, fundada em 2019, prevê faturar cerca de R$ 690 milhões neste ano, ainda acima do patamar de 2024. O crescimento é impulsionado pela entrada no segmento de luxo, com o empreendimento H Bela Cintra, nos Jardins, desenvolvido com a Vitacon, com investimento de aproximadamente R$ 200 milhões.

Expansão e novos produtos

A Housi já opera com 990 incorporadoras e construtoras parceiras em 200 cidades, ampliando o portfólio com soluções personalizadas para diferentes públicos. O objetivo é adaptar prédios a necessidades diversas, incluindo moradia para estudantes e para a terceira idade.

O executive destaca que a empresa busca transformar o imóvel em um ecossistema multifuncional, integrando serviços de moradia, lavanderia, mercado e mobilidade. A estratégia é apoiar a digitalização e a análise de dados para oferecer opções mais acessíveis e flexíveis.

Frankel é painelista do Summit Imobiliário, realizado pelo Estadão em parceria com o Secovi-SP no dia 30 de junho. O evento reunirá especialistas para debater tendências, regulamentação e modelagens de negócio no setor. A Housi já é lucrativa há três anos e mantém planos de internacionalização.

Futuro e governança

O modelo de negócios da Housi inclui ainda uma área de funding para empresas do mercado imobiliário, visando suprir crédito de forma menos burocrática, desde a concepção dos projetos. A internacionalização consta no roadmap, com início em mercados estrangeiros que demandem soluções similares.

Os executivos ressaltam que o cenário brasileiro, apesar de juros altos, apresenta demanda relevante para o short stay e a moradia flexível. A visão é de continuidade na evolução de formatos de moradia, com foco em eficiência, conveniência e inovação tecnológica.

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