Os juros do cartão de crédito rotativo subiram para 449,9% ao ano em maio de 2023, um aumento de 5,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Isso acontece porque muitas pessoas não conseguem pagar a fatura total do cartão. Quando isso ocorre, os bancos devem oferecer opções de parcelamento em até 30 dias. Desde janeiro, há uma regra que limita os juros rotativos a 100% do valor da dívida. Os juros do cartão parcelado também aumentaram, chegando a 181% ao ano. Em contraste, o cheque especial teve uma leve queda, com juros de 134,7%, e o crédito consignado caiu para 26,5% ao ano. Essas mudanças mostram que o custo do crédito continua alto e está sendo monitorado pelo Banco Central.
Os juros do cartão de crédito rotativo atingiram 449,9% ao ano em maio de 2023, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). Essa alta de 5,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior reflete a dificuldade de muitos consumidores em quitar a fatura total na data de vencimento.
O cartão de crédito rotativo é acionado por quem não consegue pagar o valor integral da fatura. Se o cliente não efetuar o pagamento, o banco deve oferecer alternativas para o parcelamento da dívida em até 30 dias. Desde janeiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu que os juros rotativos não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida.
Além do rotativo, os juros do cartão de crédito parcelado também subiram, alcançando 181% ao ano, um aumento de 2,4 pontos percentuais. Assim, a taxa total de juros do cartão de crédito passou de 86,7% em abril para 90,1% em maio.
Comparação com Outras Modalidades
Em contraste, o cheque especial apresentou uma leve queda, com a taxa média de juros caindo para 134,7%, uma redução de 2,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O crédito consignado, que tem desconto direto na folha de pagamento, também registrou uma leve diminuição, de 0,4 ponto percentual, atingindo 26,5% ao ano.
Essas mudanças nas taxas de juros refletem um cenário de alta nos custos do crédito, que continua a ser monitorado de perto pelo Banco Central e pelo CMN.
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