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Nike muda produção e aumenta preços nos EUA para evitar tarifas; ações disparam

Nike planeja reduzir a produção na China para menos de 10% até 2026, buscando minimizar impactos das tarifas e otimizar custos.

Nike: empresa vai diminuir a dependência da produção chinesa para abastecer o mercado americano (Foto: Cheng Xin/Getty Images)
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A Nike anunciou que vai reduzir a produção de calçados na China de 16% para menos de 10% até maio de 2026, para evitar o impacto das tarifas de importação. Essa decisão veio após a empresa ter resultados financeiros melhores do que o esperado, com suas ações subindo 13%. O diretor financeiro disse que a Nike vai otimizar sua cadeia de fornecimento e redistribuir a produção para outros países. A empresa também está pensando em cortar custos e já aumentou os preços de alguns produtos. Apesar das tarifas, analistas acreditam que a Nike não deve perder muitos clientes, já que outras marcas também podem aumentar seus preços. A estratégia do CEO de focar em inovação está dando resultados, especialmente na venda de tênis de corrida. Embora as vendas tenham caído 12% no último trimestre, o desempenho foi melhor do que o esperado. A Nike espera uma queda de receita no próximo trimestre, mas acredita que a recuperação na China será lenta devido à economia difícil e à concorrência.

A Nike anunciou planos para reduzir sua dependência da produção chinesa, com o objetivo de minimizar os impactos das tarifas sobre importações. A decisão foi divulgada na última quinta-feira, 26, após a empresa reportar resultados financeiros positivos no quarto trimestre fiscal, que superaram as expectativas do mercado. As ações da Nike subiram 13% no after-market.

Atualmente, 16% dos calçados vendidos nos EUA pela Nike são importados da China. A meta da empresa é diminuir essa porcentagem para menos de 10% até maio de 2026. O diretor financeiro, Matthew Friend, afirmou que a companhia irá otimizar sua cadeia de fornecimento e redistribuir a produção entre outros países para enfrentar a pressão de custos. Além disso, a Nike está considerando cortes de custos e já implementou aumentos de preços em alguns produtos.

Apesar do impacto das tarifas, analistas acreditam que a Nike não deve perder participação significativa de mercado. David Swartz, da Morningstar Research, comentou que outras empresas do setor também podem aumentar preços, equilibrando o cenário. A estratégia do CEO Elliott Hill de focar em inovação em produtos e marketing esportivo começou a mostrar resultados, especialmente na categoria de corrida, que voltou a crescer.

A Nike investiu em modelos como Pegasus e Vomero, enquanto reduziu a produção de tênis tradicionais. A analista Monique Pollard, do Citi, destacou que os lançamentos de tênis de corrida e roupas esportivas devem compensar a queda nas vendas dos modelos clássicos. No último trimestre, os gastos com marketing aumentaram 15% em relação ao ano anterior.

Para o próximo trimestre, a Nike projeta uma queda de receita na faixa de um dígito médio, um desempenho ligeiramente melhor que a expectativa de retração de 7,3% dos analistas. Embora as vendas tenham caído 12% no quarto trimestre, o resultado foi superior ao esperado, que previa uma baixa de 14,9%. A empresa reconhece que a recuperação na China será lenta, devido ao cenário econômico desafiador e à concorrência crescente.

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