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Petróleo enfrenta maior queda semanal em dois anos após trégua no Oriente Médio

Os preços do petróleo sobem, mas enfrentam a maior queda semanal em mais de dois anos, com expectativas de mudanças na Opep+.

Dólar ameaçado? Euro sobe para maior nível em relação à moeda americana desde 2021 (Foto: Reprodução)
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Os preços do petróleo estão subindo, mas tiveram a maior queda semanal em mais de dois anos, com uma baixa de cerca de 12%. A trégua entre Irã e Israel, anunciada por Donald Trump, ajudou a acalmar o mercado. O petróleo Brent está a US$ 68,26 e o WTI a US$ 65,83. A Opep+ se reunirá em 6 de julho para discutir a produção, e há expectativa de que os cortes sejam flexibilizados, especialmente com o aumento das importações da China, que atingiram um recorde de 1,8 milhão de barris por dia. A queda nos estoques de diesel nos EUA e na Europa também ajudou a recuperar os preços. Além disso, um possível acordo comercial entre os EUA e a China pode impactar o mercado, já que inclui a entrega de terras raras. A consultoria Commerzbank observou que os preços se estabilizaram após a escalada do conflito no Oriente Médio, mas um aumento na oferta pode afetar o equilíbrio do mercado.

Os preços do petróleo estão em alta nesta sexta-feira, 27 de junho, mas acumulam a maior queda semanal em mais de dois anos. A trégua entre Irã e Israel, anunciada pelo presidente Donald Trump, aliviou os temores de interrupção no fornecimento global. Por volta das 5h30 (horário de Brasília), o Brent subia 0,8%, a US$ 68,26 o barril, enquanto o WTI avançava quase 0,9%, negociado a US$ 65,83, segundo a Reuters.

Apesar da alta diária, ambos os contratos enfrentam uma queda semanal de cerca de 12%, o pior desempenho desde março de 2023. Durante o conflito entre Teerã e Tel Aviv, os preços do Brent chegaram a superar os US$ 80. Com o cessar-fogo, os mercados começaram a se concentrar nos fundamentos de oferta e demanda, conforme destacou o analista Janiv Shah, da Rystad.

Expectativas da Opep+

O mercado aguarda a reunião da Opep+, marcada para o dia 6 de julho, onde será discutida a política de produção para agosto. A expectativa é de que haja uma flexibilização dos cortes, caso os dados de demanda no verão do Hemisfério Norte sustentem essa estratégia. A consultoria Vortexa informou que a China, maior importadora global de petróleo, importou mais de 1,8 milhão de barris por dia entre 1º e 20 de junho, um recorde.

Além disso, a redução significativa nos estoques de destilados médios nos EUA e na Europa contribuiu para a recuperação dos preços. Os estoques de diesel nos hubs de Amsterdã-Roterdã-Antuérpia caíram para o menor nível em mais de um ano, enquanto em Singapura também houve recuo, com aumento nas exportações líquidas.

Impacto das Negociações Comerciais

As declarações do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre um acordo comercial com a China também influenciaram o mercado. O pacto inclui a entrega de terras raras ao mercado americano e pode abrir caminho para novos entendimentos antes do prazo de 9 de julho, data limite para a imposição de tarifas recíprocas anunciadas por Trump.

A consultoria Commerzbank observou que os preços do petróleo se estabilizaram nos níveis anteriores à escalada do conflito no Oriente Médio. No entanto, uma eventual ampliação da oferta pode representar um novo teste para o equilíbrio do mercado.

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