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Bancos criam pacotes alternativos para compensar queda nas receitas de tarifas

Bancos brasileiros enfrentam críticas por pacotes de serviços não bancários, com reclamações de cobranças indevidas e falta de clareza.

Pix responde por boa parte da redução das receitas dos bancos com tarifas (Foto: Rubens Cavallari - 06.mar.2025/Folhapress)
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Os grandes bancos brasileiros estão enfrentando uma queda nas receitas com tarifas devido ao crescimento do Pix, que substituiu serviços como TED e saques. Para compensar essa perda, eles lançaram pacotes de serviços não bancários, incluindo streaming e seguros, mas esses combos têm gerado muitas reclamações de clientes sobre cobranças indevidas e falta de clareza. Desde a pandemia, as cinco maiores instituições perderam R$ 4,6 bilhões em receitas de conta corrente, mesmo com um aumento de quase 30% no número de clientes. O Itaú Unibanco, por exemplo, criou o pacote Combinaqui, que custa entre R$ 16 e R$ 47 mensais, enquanto o Banco do Brasil lançou o Clube de Benefícios, que arrecadou R$ 990 milhões no primeiro trimestre de 2024. O Santander e a Caixa também têm pacotes com preços entre R$ 29,90 e R$ 79,90. Patrícia Dias, do Procon-SP, recomenda que os consumidores analisem os serviços incluídos e fiquem atentos às cobranças. Os bancos afirmam que esses pacotes são uma forma de personalização e que é possível aderir ou cancelar a qualquer momento. A concorrência com fintechs e a digitalização estão forçando os bancos a inovar e oferecer mais serviços.

Em resposta à queda nas receitas com tarifas, os grandes bancos brasileiros têm adotado pacotes de serviços não bancários, como streaming e seguros, para compensar as perdas. O crescimento do Pix, que substituiu serviços tradicionais como TED e saques gratuitos, impactou significativamente as receitas.

Esses combos, que funcionam como cestas de tarifas, são cobrados mensalmente e oferecem uma variedade de serviços. No entanto, têm gerado reclamações de clientes sobre cobranças indevidas e falta de transparência. De acordo com dados financeiros, as cinco maiores instituições perderam R$ 4,6 bilhões em receitas com conta corrente desde a pandemia, apesar de um aumento de quase 30% no número de clientes.

O Itaú Unibanco, por exemplo, viu suas receitas com tarifas de conta corrente caírem, mas compensou parte dessa perda com o pacote de benefícios Combinaqui, que varia de R$ 16 a R$ 47 mensais. O Banco do Brasil também se destacou com seu Clube de Benefícios, que gerou R$ 990 milhões em receitas no primeiro trimestre de 2024. O Santander e a Caixa também lançaram pacotes semelhantes, com preços que variam entre R$ 29,90 e R$ 79,90.

Reclamações e Cuidados

Os pacotes têm sido alvo de críticas em plataformas de defesa do consumidor, onde muitos relatam cobranças sem consentimento. Patrícia Dias, do Procon-SP, alerta que os consumidores devem avaliar cuidadosamente os serviços incluídos e monitorar suas contas para evitar cobranças indevidas. Caso isso ocorra, o cliente tem direito ao estorno em dobro.

Os bancos afirmam que esses pacotes são parte de uma estratégia de personalização e que a adesão ou cancelamento pode ser feito a qualquer momento. A digitalização e a concorrência com fintechs também têm pressionado as instituições a inovar e oferecer serviços que atraiam os clientes, que buscam mais do que apenas serviços bancários tradicionais.

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