A BYD abriu uma fábrica de carros híbridos e elétricos em Camaçari, na Bahia, mas ainda depende de importações da China, com a produção local sendo limitada. A montadora pediu ao governo uma redução do Imposto de Importação para veículos em regime SKD e CKD, o que gerou descontentamento entre associações do setor automotivo. Atualmente, a alíquota é de 20% para SKD e 7% para CKD, e a BYD quer que esses valores caiam para 10% e 5%. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, e representantes do Sindipeças criticaram a empresa, afirmando que isso pode prejudicar a indústria nacional e os empregos. A BYD, que já tem 4,26% do mercado brasileiro, enfrenta desafios, incluindo investigações sobre trabalho escravo na construção da fábrica, e sua baixa produção local pode limitar seu impacto positivo na economia do país.
A BYD inaugurou sua fábrica de carros híbridos e elétricos em Camaçari (BA) nesta terça-feira, 1º. No entanto, a produção local ainda é limitada, com os veículos chegando da China em regime SKD (semidesmontado). Isso levanta preocupações sobre a dependência de importações e a real intenção da montadora em integrar a cadeia produtiva nacional.
A montadora solicitou ao governo brasileiro a redução do Imposto de Importação sobre os regimes SKD e CKD, o que gerou descontentamento entre associações do setor automotivo. Para veículos híbridos plug-in, a alíquota atual é de 20% para SKD e 7% para CKD. A proposta da BYD é reduzir esses valores para 10% e 5%, respectivamente. Igor Calvet, presidente da Anfavea, expressou preocupação com o pleito, afirmando que isso poderia prejudicar a indústria nacional e os empregos locais.
Representantes do Sindipeças, como Cláudio Sahad, também criticaram a postura da BYD, que, segundo eles, não demonstra comprometimento com a indústria nacional. Enquanto a GWM busca parcerias com fornecedores locais, a BYD continua a aumentar suas importações, formando grandes estoques no Brasil.
A montadora, que já detém 4,26% do mercado nacional, enfrenta um cenário complicado. Em meio a investigações sobre suspeitas de trabalho escravo na construção da fábrica, a empresa tem evitado declarações. Apesar de seu crescimento, a falta de produção local efetiva pode limitar seu impacto positivo na economia brasileira.
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