A agência DM9 teve seu prêmio Grand Prix na categoria Creative Data do Cannes Lions 2023 suspenso. O prêmio foi dado pela campanha ‘Efficient Way to Pay’ para a Consul, mas foi cancelado porque a campanha usou conteúdo gerado por inteligência artificial para criar eventos que não aconteceram. Essa descoberta levou a uma investigação que mostrou que a IA fez com que o júri recebesse informações erradas, o que violou as regras do concurso. Além de suspender o prêmio, a DM9 retirou outras campanhas de competição, reconhecendo que não eram legítimas. O Cannes Lions agora exige que as agências informem sobre o uso de IA nas inscrições e pode usar ferramentas para detectar conteúdos manipulados. A DM9 afastou Icaro Doria, que era um dos líderes da agência, e prometeu criar um comitê de ética em IA para melhorar o uso dessas tecnologias. A agência pediu desculpas ao Cannes Lions e à comunidade publicitária, buscando restaurar a confiança e garantir que futuros projetos sigam as normas éticas.
A agência brasileira DM9 teve seu Grand Prix na categoria Creative Data do Cannes Lions 2023 suspenso. O prêmio foi concedido pela campanha ‘Efficient Way to Pay’, desenvolvida para a Consul, mas foi cassado após a revelação de que conteúdo gerado por inteligência artificial foi utilizado para simular eventos reais.
A decisão do Cannes Lions foi comunicada após uma investigação que apontou que o uso de IA levou o júri a receber informações imprecisas durante as deliberações. Isso, segundo a organização, viola as regras de inscrição e compromete a confiança no trabalho apresentado. Além da suspensão do prêmio, a DM9 retirou as inscrições de outras campanhas, como “Plastic Blood” e “Gold = Death”, reconhecendo que não atendiam ao padrão necessário de legitimidade.
Medidas e Compromissos
Em resposta ao ocorrido, o Cannes Lions anunciou a implementação de novas diretrizes. As agências agora deverão declarar o uso de IA durante o processo de inscrição, sob pena de desclassificação. Ferramentas de detecção de conteúdo também poderão ser utilizadas para identificar materiais manipulados.
A DM9, por sua vez, confirmou o afastamento de Icaro Doria, ex-copresidente e CCO, considerado responsável pelas falhas. A agência se comprometeu a criar um comitê de ética em IA para estabelecer diretrizes e melhores práticas no uso dessas ferramentas no processo criativo. Em comunicado, a DM9 pediu desculpas ao Cannes Lions e à comunidade publicitária, reafirmando seu compromisso com a integridade e os altos padrões éticos.
Transparência e Diálogo
Antes da decisão do Cannes Lions, Pipo Calazans, copresidente da DM9, destacou a importância do diálogo transparente com funcionários e clientes, especialmente com a Consul, que não teve envolvimento nas falhas. A agência busca agora restaurar a confiança e garantir que todos os projetos futuros estejam em conformidade com as normas éticas estabelecidas.
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