- O governo de Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano Safra 2025/26, com R$ 89 bilhões destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
- O valor é superior aos R$ 76 bilhões da safra anterior.
- O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que o plano enfrenta desafios orçamentários, com a taxa Selic em 15% ao ano.
- As taxas de juros para financiamento podem aumentar em até 2,5 pontos percentuais.
- O Pronaf terá R$ 78,2 bilhões para pequenos produtores, com juros variando de 0,5% a 8% ao ano, e novas linhas de crédito para agroecologia e quintais produtivos.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira, 30, o Plano Safra 2025/26, que destina R$ 89 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Este valor representa um aumento em relação aos R$ 76 bilhões da safra anterior. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que o novo plano enfrenta desafios orçamentários, especialmente com a taxa Selic em 15% ao ano.
A expectativa é que o volume de recursos disponível atinja um novo recorde, embora as taxas de juros para financiamento aumentem em até 2,5 pontos percentuais. O ministro afirmou que a reunião com o presidente Lula foi positiva, mas não revelou os valores exatos do novo plano. O aumento das taxas foi necessário devido à restrição orçamentária para 2025 e à alta da Selic, que impacta diretamente o custo do crédito rural.
Detalhes do Plano
O Pronaf terá R$ 78,2 bilhões destinados a pequenos produtores, com juros que variam de 0,5% a 8% ao ano. As taxas para a produção de alimentos básicos, como arroz e feijão, permanecerão em 3%, enquanto a produção agroecológica terá juros de 2%. O limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil, com taxa de 2,5%.
O governo também anunciou novas linhas de crédito para agroecologia e quintais produtivos, cada uma com limite de até R$ 20 mil e juros de 0,5% ao ano. O total de recursos destinados ao setor agrícola, incluindo compras públicas e seguro agrícola, chega a R$ 89 bilhões, refletindo o compromisso do governo com a agricultura familiar.
Impacto e Expectativas
O aumento no acesso ao crédito é visto como uma estratégia para fortalecer a segurança alimentar e a renda no campo. O número de contratos firmados na safra anterior cresceu 26%, totalizando 1,67 milhão de acordos. O governo espera que o novo plano incentive mais pequenos e médios produtores a investirem em suas atividades.
O evento de lançamento contou com a presença de ministros e representantes de movimentos sociais ligados à agricultura familiar. O presidente Lula enfatizou a importância de garantir melhores condições de crédito, destacando que o plano atenderá a 100% do território nacional.
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