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JPMorgan aponta desafios para o setor de aço e destaca Gerdau como preferida

JPMorgan alerta que as medidas do Gecex são ineficazes para conter as importações de aço, impactando negativamente o setor siderúrgico.

Linha de produção em uma planta de laminação a quente. (Foto: REUTERS/Aly Song)
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O JPMorgan está pessimista em relação ao setor de aço no Brasil, afirmando que as ações do Gecex para limitar as importações, especialmente da China, não são suficientes. Apesar de tentativas como a criação de cotas de importação, o volume de aço estrangeiro continua alto, pressionando as empresas locais. O banco observou que o Gecex aumentou o número de NCMs cobertas pelas cotas, mas considera essas medidas ineficazes, pois algumas importações são excluídas. As siderúrgicas brasileiras, que já enfrentaram problemas financeiros no passado, ainda pedem medidas antidumping, mas a aprovação é improvável devido a preocupações do governo com a inflação. As exportações de aço da China continuam elevadas, com 10,6 milhões de toneladas em maio, e devem se manter em torno de 100 milhões de toneladas por ano até 2030. A Gerdau é vista como a melhor opção do JPMorgan no setor, devido à sua forte presença na América do Norte, onde as tarifas de importação ajudam a manter os preços.

O JPMorgan mantém uma perspectiva negativa sobre o setor siderúrgico brasileiro, alertando para a insuficiência das medidas do Gecex para conter as importações de aço, especialmente da China. Apesar de ações como a imposição de cotas de importação, o fluxo elevado de aço estrangeiro continua a pressionar as empresas locais.

O relatório do banco destaca que o Gecex ampliou de 19 para 23 as NCMs (Nomenclaturas Comuns do Mercosul) cobertas pelas cotas, incluindo aquelas que evitam a tributação, conhecidas como “NCMs de fuga”. No entanto, o JPMorgan considera essas medidas ineficazes, uma vez que a exclusão de importações feitas por regimes especiais limita o impacto das políticas.

As siderúrgicas brasileiras, que já enfrentaram dificuldades financeiras entre 2010 e 2015, continuam a solicitar medidas antidumping. Contudo, o banco observa que a aprovação dessas medidas é improvável, devido à preocupação do governo com os efeitos inflacionários que poderiam afetar programas sociais e o preço de bens industriais.

Desafios e Expectativas

As exportações chinesas de aço permanecem em níveis elevados, com 10,6 milhões de toneladas exportadas em maio, um recorde para o mês. A projeção do JPMorgan é que essas exportações se mantenham em torno de 100 milhões de toneladas por ano até o final da década. Embora rumores sobre cortes de produção na China tenham surgido, não há anúncios oficiais, e as reduções devem ocorrer de forma descentralizada.

O histórico de importações no Brasil mostra um impacto negativo significativo no setor. Entre 2010 e 2016, empresas como a Usiminas enfrentaram uma queda drástica em suas margens, obrigando-as a buscar aumentos de capital. O JPMorgan destaca que a Gerdau é a principal escolha do banco no setor, devido à sua forte presença na América do Norte, onde tarifas de importação têm sustentado preços e demanda. A ação da Gerdau atualmente negocia a 3,8 vezes o Valor da Firma (EV)/Ebitda para 2025.

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