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Lula pede ao Banco Central que ajuste juros altos o quanto antes

Lula destaca investimentos de R$ 89 bilhões na Agricultura Familiar e reafirma a importância de juros acessíveis para pequenos produtores.

EXPECTATIVA Lula: presidente alfineta o presidente anterior do BC, Campos Neto, e Bolsonaro por juros altos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que gostaria que a taxa Selic fosse zero, mas reconheceu a independência do Banco Central e a seriedade de Gabriel Galípolo, seu indicado para a presidência da instituição.
  • A taxa Selic foi elevada para 15% desde a posse de Galípolo, que sucedeu Roberto Campos Neto, que deixou a taxa em 12,25%.
  • Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar para o ciclo 2025/2026, Lula destacou que a política de juros não depende apenas do governo.
  • O novo plano destina R$ 89 bilhões ao setor, com taxas de juros acessíveis de 3% ao ano para custeio e 2% para produção de alimentos orgânicos.
  • Lula enfatizou a importância de adaptar maquinários para propriedades menores e melhorar a produtividade na agricultura familiar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira, 30, que gostaria que a taxa Selic fosse zero, mas ressaltou a independência do Banco Central e sua confiança em Gabriel Galípolo, seu indicado para a presidência da instituição. Galípolo assumiu o cargo em janeiro, sucedendo Roberto Campos Neto, que deixou a Selic em 12,25% ao final de seu mandato. Desde a posse de Galípolo, a taxa foi elevada para 15%.

Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar para o ciclo 2025/2026, Lula destacou que a política de juros não depende apenas do governo. Ele mencionou que, apesar da Selic elevada, o agronegócio conta com taxas de financiamento acessíveis. “O juro real fica menos que zero em algumas linhas”, afirmou o presidente, enfatizando a importância de manter taxas de 3% ao ano para o custeio de agricultores familiares e 2% para a produção de alimentos orgânicos.

Lula também abordou a necessidade de adaptar maquinários para propriedades menores, visando aumentar a produtividade na agricultura familiar. O novo plano destina R$ 89 bilhões ao setor, um aumento de 3,85% em relação ao ciclo anterior, renovando o recorde de investimento. Ele ressaltou que 5 milhões de produtores têm áreas cultivadas de até 100 hectares, e muitos deles não ultrapassam 10 hectares.

O presidente reconheceu o legado do governo anterior, que deixou uma taxa de juros elevada, mas afirmou que não quer ficar lamentando. “Sei o que nós herdamos”, disse Lula, ao reforçar a importância de uma comunicação clara sobre os impactos dos juros na agricultura. O novo plano também contempla recursos para a mecanização e a transição para a agroecologia, buscando melhorar as condições de produção dos pequenos agricultores.

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