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“Bonmatí critica inviabilidade de sistema de retorno de embalagens até 2026”

Sistema de Depósito, Devolução e Retorno enfrenta desafios logísticos na Espanha, com previsão de custos de R$ 600 milhões e metas ambiciosas.

Jose María Bonmatí, presidente da Associação SDDR para a Espanha, nesta segunda-feira. (Foto: JUAN BARBOSA)
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  • A nova Associação de Sistema de Depósito, Devolução e Retorno (SDDR) foi apresentada em Madrid, com José María Bonmatí como presidente.
  • O objetivo é implementar um sistema de coleta de embalagens que atenda à meta de 90% de reciclagem até 2029.
  • O sistema enfrentará desafios logísticos, afetando 18 bilhões de embalagens anualmente e envolvendo mais de 500 mil estabelecimentos.
  • A implementação até novembro de 2026 é considerada inviável devido à falta de segurança jurídica e a necessidade de um modelo operacional claro.
  • Os custos para o SDDR estão estimados em 600 milhões de euros, com financiamento proveniente de depósitos não devolvidos e venda de materiais recicláveis.

Nova Associação SDDR é Apresentada na Espanha

Nesta terça-feira, foi apresentada em Madrid a nova Associação SDDR para Espanha, com o objetivo de implementar um sistema de depósito, devolução e retorno de embalagens. José María Bonmatí, economista e ex-diretor geral da Aecoc, assume a presidência da entidade, que busca atender à exigência legal de alcançar 90% de coleta separada até 2029.

A implementação do SDDR enfrenta desafios logísticos significativos. Bonmatí destacou a complexidade de um sistema que permitirá aos consumidores pagar um depósito ao adquirir bebidas e recuperá-lo ao devolver os recipientes. A associação já cumpriu a primeira etapa do decreto espanhol, constituindo-se como entidade operadora e aguardando a análise das propostas pela administração.

Desafios e Expectativas

Bonmatí enfatizou que o sistema será o mais complexo já criado, afetando 18 bilhões de embalagens anualmente. A presença de 94 milhões de turistas e a diversidade de pontos de venda, incluindo mais de 500 mil estabelecimentos, complicam ainda mais a logística. Ele considera inviável a implementação até novembro de 2026, devido à falta de segurança jurídica e à necessidade de um modelo operacional claro.

A harmonização com o modelo português é crucial para evitar problemas de tráfego de produtos entre os países. Bonmatí mencionou que, apesar de a legislação espanhola exigir um depósito de pelo menos 10 centavos para diversas embalagens, há discrepâncias com as normas europeias que podem dificultar a implantação do sistema.

Impacto no Comércio e Financiamento

A nova legislação também impactará o pequeno comércio, que poderá ter isenções de coleta. A associação propõe que pequenos estabelecimentos se unam para instalar máquinas de devolução em áreas comerciais. Bonmatí reconheceu que a meta de 70% de coleta para 2023 não foi alcançada, com apenas 42% sendo atingidos, e que a autocrítica deve ser coletiva.

Os custos para implementar o SDDR estão estimados em 600 milhões de euros, com financiamento proveniente de depósitos não devolvidos, venda de materiais recicláveis e publicidade nas máquinas de coleta. A Ecoembes, que já opera com o contêiner amarelo, também apresentou uma solicitação como operadora do sistema, mas a norma ainda precisa definir se haverá uma ou mais entidades gerenciando o SDDR.

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