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Cenário global favorece América Latina, afirma economista do Citi para emergentes

Citi destaca que a América Latina se beneficia de um dólar fraco e juros baixos nos EUA, com Argentina prevendo crescimento acelerado.

Johanna Chua, head global de economia para emergentes, e Leonardo Porto, economista-chefe para o Brasil, em evento do Citi em São Paulo (Foto: Citi/Divulgação)
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  • A economista do Citi, Johanna Chua, afirmou que a América Latina se beneficia de um ambiente financeiro global favorável, com dólar fraco e expectativa de juros baixos nos Estados Unidos.
  • Brasil e México são os países mais favorecidos, enquanto a Argentina deve acelerar seu crescimento econômico.
  • Chua destacou que o Brasil está menos exposto a disputas comerciais globais, ao contrário do México, que pode ser impactado pela desaceleração da economia americana.
  • A economista alertou que a continuidade desse cenário depende de uma política monetária branda do Federal Reserve. Um fortalecimento do dólar pode reverter os fluxos de capital para a região.
  • Chua também mencionou os riscos das políticas comerciais do governo de Donald Trump e a situação econômica da China, que enfrenta desafios como inflação baixa e problemas no setor imobiliário.

Os mercados da América Latina estão se beneficiando de um ambiente financeiro global mais favorável, conforme destacou Johanna Chua, economista do Citi, durante um evento em São Paulo. A combinação de um dólar mais fraco e a expectativa de juros baixos nos Estados Unidos favorece a região, especialmente Brasil e México. Chua afirmou que a estratégia de investimento do Citi ainda inclui esses países, além de Índia e Indonésia, onde há oportunidades em carry trade.

Apesar de um cenário econômico desafiador, com desacelerações em várias economias latino-americanas, Chua observou que o Brasil não está tão exposto às disputas comerciais globais. O México, por outro lado, pode sentir os efeitos da desaceleração da economia americana, embora uma resiliência nos EUA possa mudar rapidamente essa dinâmica.

Crescimento da Argentina

A Argentina se destaca como uma exceção positiva, com analistas prevendo uma aceleração em seu crescimento econômico. Chua enfatizou que a América Latina é sensível às condições externas, especialmente ao comportamento do dólar. Em períodos de enfraquecimento da moeda americana, a região tende a atrair mais fluxo de capital.

Chua também alertou que o equilíbrio atual depende da manutenção de uma política monetária branda pelo Federal Reserve. Um fortalecimento do dólar poderia reverter os fluxos de capital para a América Latina, afetando mais as economias que dependem de financiamento externo.

Impactos das Políticas Comerciais

A economista comentou sobre as políticas comerciais do governo de Donald Trump, afirmando que as tarifas e mudanças unilaterais continuarão a gerar instabilidade. Chua destacou que ainda há riscos de novas incertezas no cenário comercial global.

Além disso, a situação econômica da China foi abordada, com o Citi revisando para cima a projeção de crescimento do país asiático em 2025. No entanto, a China enfrenta desafios, como inflação baixa e dificuldades no setor imobiliário, que ainda podem impactar os mercados emergentes.

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