- A Selic, taxa básica de juros do Brasil, atingiu seu maior nível em 19 anos, impactando o acesso ao crédito e a compra de imóveis.
- Uma pesquisa do DataZAP mostra que setenta por cento dos brasileiros ajustaram suas expectativas na compra da casa própria.
- Quarenta e cinco por cento dos entrevistados são compradores de primeira viagem; um terço busca imóveis mais baratos.
- O programa Minha Casa, Minha Vida é considerado por cinquenta e quatro por cento dos participantes como uma opção para aquisição de imóveis.
- O mercado de imóveis de luxo continua aquecido, mas a alta da Selic pode reduzir o interesse nesse segmento.
Os juros altos no Brasil, com a Selic em seu maior nível em 19 anos, não impediram os brasileiros de buscar a casa própria. Uma pesquisa do DataZAP, realizada com usuários dos portais ZAP e Viva Real, revela que 70% dos entrevistados readequaram suas expectativas na compra de imóveis.
Entre os que ajustaram suas metas, 45% são compradores de primeira viagem. Um terço dos participantes da pesquisa passou a procurar imóveis mais baratos, enquanto 16% mudaram a região de busca e 11% consideraram adquirir unidades menores do que inicialmente planejado. Marcos Leite, diretor de Receita do Grupo OLX, destaca que o mercado de trabalho tem ajudado a mitigar os efeitos do aumento da Selic, facilitando o acesso ao crédito.
O programa Minha Casa, Minha Vida se mostra fundamental nesse cenário. 54% dos entrevistados consideram utilizá-lo para a compra de imóveis. A pesquisa ainda indica que 47% veem o financiamento imobiliário como a principal forma de aquisição. A maioria, 62%, busca unidades econômicas, enquanto o segmento de médio e alto padrão enfrenta mais dificuldades devido à dependência de financiamentos tradicionais.
Segmento de Luxo
O mercado de imóveis de luxo, por outro lado, permanece aquecido. Compradores desse segmento não dependem de crédito e veem o mercado imobiliário como uma opção segura de investimento. Apesar disso, Leite alerta que a Selic elevada pode reduzir o interesse por imóveis de luxo, já que outros ativos financeiros se tornam mais atrativos.
O cenário econômico, com um PIB crescendo acima de 2% e desemprego abaixo de 7%, ainda favorece a renda dos compradores. Contudo, a maioria dos brasileiros está se adaptando a um novo padrão de compra, buscando alternativas que se encaixem em suas realidades financeiras.
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