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Natura estreia na Bolsa e promete novas estratégias para o futuro da empresa

A Natura inicia nova fase na Bolsa com foco no crescimento na América Latina e busca aumentar a transparência financeira e rentabilidade.

Companhia recalcula rota de expansão com foco total na própria marca, mas conta com Avon para crescer em mercados ainda pouco penetrados (Foto: Reprodução/Exame)
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  • A Natura retornou à Bolsa de Valores com o ticker NATU3 em 2 de julho, após uma incorporação reversa com a holding Natura & Co.
  • O CEO João Paulo Ferreira anunciou um foco renovado no crescimento sustentável, especialmente no México, onde a empresa possui apenas 5,5% de participação de mercado.
  • A integração com a Avon, que conta com uma rede de 250 mil consultores e uma fábrica no México, será fundamental para a expansão da Natura.
  • A empresa enfrenta desafios na penetração de mercado no México, com apenas 9% dos lares consumindo seus produtos, e planeja diversificar seus canais de venda.
  • A Natura também anunciou um programa de recompra de até 34,1 milhões de ações, válido por um ano, após a fusão, resultando em cerca de 839 milhões de ações em circulação.

A Natura retorna à Bolsa de Valores com o ticker NATU3 nesta quarta-feira, 2 de julho, após uma incorporação reversa em que a holding Natura & Co foi absorvida pela Natura Cosméticos. Essa manobra busca fortalecer a presença da empresa no mercado de beleza, especialmente na América Latina.

Durante o Investor Day, o CEO João Paulo Ferreira destacou que a Natura está voltando às suas raízes, com um foco renovado no crescimento sustentável. A empresa já se desfez de marcas como Aesop e The Body Shop, e agora concentra esforços no México, onde a Natura possui apenas 5,5% de participação de mercado, apesar de representar 33% da receita da divisão hispânica.

A integração com a Avon, parte do processo denominado Onda 2, será crucial para a estratégia de expansão. A Avon, com sua rede de 250 mil consultores e uma fábrica no México, oferece uma base sólida para o crescimento da Natura. Ferreira explicou que a produção local e a comercialização pela rede de consultores são passos importantes para aumentar a penetração da marca.

Desafios e Oportunidades

A Natura enfrenta desafios significativos, especialmente na penetração de mercado no México, onde apenas 9% dos lares consomem seus produtos, em comparação a 54% no Brasil. A empresa planeja diversificar seus canais de venda, mantendo 25% de participação no canal de vendas diretas e expandindo no varejo físico e e-commerce.

A Avon Internacional, que saiu de um processo de chapter 11, continua sendo um obstáculo. A Natura espera uma menor queima de caixa em 2025, mas não trouxe detalhes sobre um possível desinvestimento. O foco será manter investimentos limitados na marca, evitando impactos negativos nas margens.

Perspectivas Futuras

A operação da Natura no Brasil permanece como o principal pilar, com uma margem Ebitda de 21,5% prevista para 2024. A marca Natura representa cerca de 80% da receita no país. A gestão reafirma a confiança no potencial de crescimento, especialmente em canais ainda pouco explorados.

A Natura também anunciou um novo programa de recompra de até 34,1 milhões de ações, válido por um ano. Após a fusão, a companhia terá cerca de 839 milhões de ações em circulação, com o cancelamento de mais de 16 milhões de ações que estavam em tesouraria.

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