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Países ricos devem indenizar nações em desenvolvimento pelos danos ambientais

Michael Greenstone sugere que países desenvolvidos compensem os danos climáticos aos países em desenvolvimento, condicionando a ajuda a impostos sobre carbono.

Michael Greenstone posa na sede da Fundação Ramón Areces, em Madrid. (Foto: Claudio Álvarez)
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  • Michael Greenstone, catedrático de Economia na Universidade de Chicago, propõe que países desenvolvidos compensem países em desenvolvimento pelos danos climáticos.
  • A compensação deve estar ligada à implementação de impostos sobre carbono, visando uma descarbonização global mais eficaz.
  • Greenstone destaca que 85% das emissões projetadas para o século XXI virão de fora da União Europeia e dos Estados Unidos.
  • Ele sugere que os países do G-20 aumentem investimentos em tecnologias de baixo carbono e reformulem as negociações climáticas internacionais.
  • A proposta permite que cada país adira voluntariamente, com o fundo de compensação destinado apenas àqueles que implementarem um imposto sobre carbono.

Michael Greenstone, catedrático de Economia na Universidade de Chicago, propõe que países desenvolvidos compensem os países em desenvolvimento pelos danos climáticos. A sugestão é que essa compensação esteja atrelada à implementação de impostos sobre carbono, visando uma descarbonização global mais eficaz.

Greenstone destaca que 85% das emissões projetadas para o século XXI virão de fora da União Europeia e dos Estados Unidos. Ele argumenta que os países mais pobres, que enfrentam os maiores danos climáticos, são frequentemente pressionados a redirecionar recursos para reduzir suas emissões, em vez de investir em necessidades básicas como alimentação e água potável.

O especialista sugere um aumento significativo nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte dos países do G-20, para tornar as tecnologias de baixo carbono mais acessíveis. Além disso, ele defende uma mudança nas negociações climáticas internacionais, que atualmente geram mais tensão do que soluções.

Proposta de Compensação

A proposta de Greenstone envolve que os países ricos paguem aos mais vulneráveis pelos danos causados por suas emissões. Essas transferências financeiras seriam condicionadas à implementação de um imposto sobre carbono nos países receptores. Ele acredita que isso funcionaria como um incentivo real para a descarbonização global.

Greenstone também menciona que, se os preços dos combustíveis fósseis refletissem seu verdadeiro custo social, seriam significativamente mais altos. Ele estima que o custo econômico de cada tonelada adicional de CO2 emitida nos Estados Unidos é atualmente de 170 dólares, com a maior parte desse impacto recaindo sobre países fora da OCDE.

Desafios e Oportunidades

O economista ressalta que é crucial que os países desenvolvidos reduzam suas emissões, mas ainda mais importante é criar condições que incentivem as economias emergentes a fazer o mesmo. Ele sugere que os países do G-20 se comprometam a investir mais em tecnologias de baixo carbono e que as negociações climáticas globais sejam reformuladas para serem mais eficazes.

Greenstone acredita que, mesmo com a resistência de líderes como Donald Trump, não é necessário um consenso global para que a proposta funcione. Cada país poderia aderir voluntariamente, e o fundo de compensação seria destinado apenas àqueles que implementassem um imposto sobre carbono.

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