- O Projeto Muçununga, com investimento de R$ 55 milhões, visa restaurar 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia.
- A iniciativa, desenvolvida pela Carbon2Nature Brasil e Biomas, prevê o plantio de quase 2 milhões de mudas de 70 espécies nativas.
- O projeto gerará 525 mil créditos de carbono ao longo de 40 anos, financiando sua operação por meio desses créditos.
- Estima-se a criação de cerca de 80 empregos diretos na região durante a implementação do projeto.
- A restauração é um passo importante para aumentar a biodiversidade e consolidar o Brasil como referência em soluções baseadas na natureza.
Com um investimento de R$ 55 milhões, a parceria entre Carbon2Nature Brasil e Biomas lança o Projeto Muçununga, que visa restaurar 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia. O projeto, que abrange áreas da Veracel Celulose em oito municípios, prevê o plantio de quase 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas.
A iniciativa, que se estende por uma área equivalente a 1,2 mil campos de futebol, tem como objetivo gerar 525 mil créditos de carbono ao longo de 40 anos. O modelo de negócio do projeto será financiado pelos créditos de carbono gerados, uma vez que as florestas desempenham um papel crucial na remoção de CO2 da atmosfera.
Benefícios Ambientais e Sociais
O Projeto Muçununga não apenas busca restaurar o ecossistema, mas também promover o desenvolvimento socioeconômico local. Estima-se que cerca de 80 empregos diretos sejam criados na região durante a implementação da iniciativa. A diversidade de espécies plantadas, como araçá, copaíba e ipê-amarelo, é fundamental para a recuperação de corredores ecológicos e a biodiversidade local.
Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia, destacou que a parceria reafirma o compromisso das empresas com a sustentabilidade e o desenvolvimento social. A Carbon2Nature Brasil, criada em julho de 2022, tem como meta capturar mais de 10 milhões de toneladas de CO2 nos próximos anos.
O Papel da Biomas
A Biomas, desenvolvedora do projeto, é uma empresa focada na regeneração de ecossistemas e tem como acionistas grandes nomes como Itaú e Vale. Fabio Sakamoto, CEO da Biomas, ressaltou que a entrada da Carbon2Nature Brasil fortalece a qualidade técnica da iniciativa, contribuindo para o amadurecimento do setor de restauração no Brasil.
Localizado no corredor central da Mata Atlântica, o Projeto Muçununga se insere em uma das regiões mais biodiversas do planeta, que atualmente possui apenas 26,2% da vegetação original nativa. A restauração proposta é um passo importante para consolidar o Brasil como referência global em soluções baseadas na natureza.
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