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Pinhão se destaca no mercado internacional e atrai novos investidores

Produção de pinhão cresce na Serra da Mantiqueira e exportações para os EUA dobram, impulsionando o mercado nacional.

Muito apreciado nos estados do Sul nos meses de outono e inverno, o pinhão vem conquistando outros mercados (Foto: Divulgação)
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  • O pinhão, alimento tradicional da Região Sul do Brasil, tem produção anual de cerca de 13,5 mil toneladas, concentrada em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
  • A produção está se expandindo para a Serra da Mantiqueira, em São Paulo, com estimativa de 500 toneladas por ano.
  • As exportações para os Estados Unidos aumentaram de 6 para 12 toneladas em 2024, com preço de venda de R$ 12 o quilo no mercado externo.
  • A empresa O Pinhão, fundada em 2018, beneficia 6 toneladas anualmente, transformando o produto em conserva, farinha e pinhão cozido e congelado.
  • Projetos de cultivo de araucária e capacitação de mulheres para o processamento do pinhão estão em andamento, visando fortalecer a cadeia produtiva.

O pinhão, alimento tradicional da Região Sul do Brasil, está se expandindo para novas áreas e mercados. Com uma produção anual de cerca de 13,5 mil toneladas, concentrada em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o pinhão ganha destaque na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.

Recentemente, as exportações para os EUA aumentaram de 6 para 12 toneladas em um ano, segundo Carlos Jobson de Sá Filho, presidente da Associação dos Empreendedores Formais e Informais de Campos do Jordão (Avepi). O preço de venda no mercado externo é de R$ 12 o quilo, enquanto no Brasil os produtores recebem entre R$ 4 e R$ 5 na safra atual. Terezinha Fátima da Silva Rosa, catadora de pinhão, destaca que a demanda está melhor do que no ano anterior.

Expansão na Serra da Mantiqueira

Na Serra da Mantiqueira, a produção é estimada em 500 toneladas por ano. Os produtores locais estão investindo em beneficiamento e industrialização do pinhão. A empresa O Pinhão, fundada por Suzana Reis em 2018, beneficia 6 toneladas anualmente, transformando o produto em conserva, farinha e pinhão cozido e congelado. O objetivo é ampliar a produção em 2026.

Além disso, a Embrapa, em parceria com a Avon, desenvolveu o projeto “Mulheres e a Cultura do Pinhão”, que capacita mulheres para processar o alimento. A pesquisa também inclui o plantio de pomares de araucária com mudas enxertadas, que começam a produzir em quatro anos, em contraste com as nativas, que levam de 12 a 15 anos.

Projetos em Andamento

Novos empreendimentos estão sendo estabelecidos para agregar valor à cadeia produtiva. Uma agroindústria está sendo construída em Inácio Martins (PR) para a produção de farinha, enquanto em Delfim Moreira (MG) será instalada uma unidade de beneficiamento para pinhão cozido e congelado. Essas iniciativas visam fortalecer a produção e a comercialização do pinhão, que se torna cada vez mais relevante no cenário econômico brasileiro.

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