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Suécia revoga taxa de viagens aéreas após seis anos em nome do clima

Suécia revoga taxa de aviação para impulsionar setor aéreo, enquanto Dinamarca planeja nova cobrança, gerando debates sobre sustentabilidade.

Mudança ocorre em meio à diminuição do apoio público ao ativismo ambiental no aeroporto de Landvetter, perto de Gotemburgo. (Foto: Erik Abel/Bloomberg)
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  • A Suécia revogou a taxa sobre viagens aéreas, que estava em vigor desde 2018, a partir de 1º de outubro de 2023.
  • A taxa, que chegava a 517 coroas (aproximadamente US$ 54), foi eliminada para revitalizar o setor aéreo, que enfrentou uma queda de um terço no tráfego.
  • O governo sueco, de centro-direita, alterou suas prioridades desde que assumiu em 2022, refletindo uma diminuição do apoio ao ativismo ambiental.
  • Enquanto isso, a Dinamarca planeja implementar uma nova taxa de aviação, gerando divisões sobre as implicações ambientais das duas decisões.
  • A eliminação da taxa foi bem recebida por líderes da aviação, mas críticos alertam sobre o aumento das emissões de gases de efeito estufa.

Seis anos após a implementação de uma taxa sobre viagens aéreas, a Suécia decidiu revogar essa cobrança a partir de 1º de outubro de 2023. A medida visa revitalizar um setor aéreo que enfrenta dificuldades, especialmente após uma queda significativa no tráfego aéreo. A taxa, que chegava a 517 coroas (aproximadamente US$ 54), variava conforme a distância dos voos.

Enquanto isso, a Dinamarca planeja introduzir uma nova taxa de aviação até o final do ano, gerando divisões de opinião sobre as implicações ambientais de ambas as decisões. A mudança na Suécia reflete uma alteração nas prioridades do governo de centro-direita, que chegou ao poder em 2022, e uma diminuição do apoio público ao ativismo ambiental que ganhou força com Greta Thunberg.

Nos últimos anos, o tráfego aéreo na Suécia caiu cerca de um terço, com companhias aéreas reduzindo serviços, especialmente em regiões menos povoadas. A Ryanair, por exemplo, suspendeu todos os voos domésticos no país no início de 2022. A eliminação da taxa foi recebida com otimismo por líderes da aviação, como o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, que vê a medida como um sinal para outros países reconsiderarem suas políticas.

Reações e Implicações

A decisão sueca gerou reações mistas. A Swedish Aviation Industry Group afirmou que a revogação é um passo necessário para recuperar a competitividade do setor. Fredrik Kampfe, diretor da associação, destacou que o imposto prejudicou a aviação e a atratividade da Suécia como destino.

Por outro lado, críticos, incluindo representantes do Partido Verde, alertam que a remoção da taxa pode aumentar as emissões de gases de efeito estufa e reverter os avanços em sustentabilidade. A discussão sobre a viabilidade do setor aéreo na Europa continua, com muitos países buscando alternativas mais sustentáveis, como o transporte ferroviário.

As companhias aéreas, como a Norwegian Air Shuttle, já anunciaram planos para expandir operações na Suécia, enquanto a EasyJet também manifestou apoio à abolição da taxa, considerando-a essencial para manter os voos acessíveis. A situação evidencia um cenário em transformação, onde as políticas de aviação estão cada vez mais interligadas às questões ambientais e à recuperação econômica pós-pandemia.

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