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Visa e Mastercard reagem diante ameaça de US$ 250 bi em stablecoins

Visa e Mastercard sob pressão de stablecoins, com taxas mais baixas e liquidação mais rápida, ampliam disputa com redes de cartões nos EUA

Mercado de stablecoins permite que os consumidores façam pagamentos sem passar por uma rede de cartões, o que põe em risco movimento de US$ 187 bi em taxas por ano somente nos EUA (Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg)
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  • Visa e Mastercard atuam para conter a ameaça das stablecoins, que permitem pagamentos diretos de carteiras de criptomoedas, sem passar por redes de cartões.
  • Em 2024, as transações com cartão nos EUA geraram cerca de US$ 187 bilhões em taxas, valor que as stablecoins prometem reduzir ou eliminar.
  • O mercado de stablecoins já soma aproximadamente US$ 253 bilhões e pode crescer para trilhões nos próximos anos, segundo autoridades americanas citadas no texto.
  • Grandes empresas estudam adotar stablecoins: varejistas como Walmart avaliam pilotos, e a Fiserv lançou token lastreado em moeda fiduciária para bancos.
  • Shopify fechou parceria com Stripe e Coinbase Global para permitir que lojistas recebam USDC, com pagamentos potencialmente processados via blockchain sem redes de cartões.

Uma onda de pagamentos digitais se desdobra em torno das stablecoins, moedas digitais atreladas a ativos como o dólar. Visa e Mastercard enfrentam um novo cenário, impulsionado por tokens que prometem taxas menores e liquidez mais rápida.

Consumidores podem pagar diretamente a comerciantes a partir de wallets de criptomoedas, sem passar por bancos ou redes de cartão. No ano passado, EUA registrou cerca de US$ 187 bilhões em taxas cobradas por transações com cartão, segundo a Bloomberg.

Impacto estratégico das stablecoins

As grandes redes se apresentam como a espinha dorsal dos pagamentos, mesmo diante do avanço das stablecoins. Analistas apontam que a convivência entre redes de cartão e moedas digitais deve se intensificar.

A expectativa é de que o mercado de stablecoins, avaliado em US$ 253 bilhões, ganhe tração suficiente para justificar integração com serviços financeiros tradicionais, incluindo cartões vinculados a criptomoedas.

Adaptação e novos players

Empresas de tecnologia e startups aceleram a adoção, com varejistas analisando pilotos envolvendo stablecoins. A Visa e a Mastercard buscam manter margens diante da expansão de pagamentos diretos em blockchain.

No front regulatório, legislações para supervisão de emissores de stablecoins ganham força nos EUA, enquanto bancos exploram ativos digitais e sistemas de liquidação alternativos para atender demanda por pagamentos mais eficientes.

Casos e parcerias no ecossistema

Além de programas-piloto, fintechs lançam tokens lastreados em moedas fiduciárias. A Shopify fechou acordo com Stripe e Coinbase para aceitar USDC, uma stablecoin da Circle, em operações de varejo.

A tecnologia por trás das stablecoins permite transações processadas inteiramente em protocolo blockchain, com liquidação direta entre carteiras e possível conversão rápida para moeda local.

Perspectivas para o futuro próximo

Especialistas destacam que a substituição completa das redes de cartões é improvável no curto prazo, especialmente nos EUA, onde benefícios como recompensas e proteção contra fraudes mantêm a adesão ao sistema tradicional.

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