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Ações da Natura estreiam em queda e geram desconfiança no mercado financeiro

A Natura inicia negociações com ações em queda e reafirma foco na América Latina para recuperar competitividade e simplificar operações.

Loja da Natura no Shopping Anália Franco (Foto: Divulgação)
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  • As ações da Natura (NATU3) começaram a ser negociadas na B3 em 2 de outubro, com uma queda de 1,85%, cotadas a R$ 10,60.
  • Essa mudança ocorreu após a incorporação da Natura&Co pela Natura Cosméticos, onde acionistas da holding anterior trocaram suas ações.
  • A empresa reafirmou seu foco na América Latina, buscando simplificar operações e recuperar competitividade, especialmente na Onda 2, que envolve integração no México e Argentina.
  • O Itaú BBA e o Bradesco BBI mantiveram recomendações de “outperform”, com preços-alvo de R$ 14 e R$ 17, respectivamente, destacando a necessidade de melhorar a rentabilidade na região hispânica.
  • A S&P Global Ratings manteve a nota de crédito da Natura em BB e brAAA, enquanto o BTG Pactual adotou uma visão cautelosa devido à alta alavancagem e desafios na operação da Avon na América Latina.

A Natura iniciou nesta quarta-feira, 2 de outubro, a negociação de suas ações sob o novo código NATU3 na B3. No entanto, as ações apresentaram uma queda de 1,85%, sendo cotadas a R$ 10,60. Essa mudança é resultado da incorporação da Natura&Co pela Natura Cosméticos, onde os acionistas da holding anterior receberam uma ação da Natura para cada papel da Natura&Co que possuíam. Com essa reestruturação, a empresa agora faz parte do Novo Mercado, que exige altos padrões de governança corporativa.

Foco na América Latina

Durante o Dia do Investidor, a Natura reafirmou seu compromisso com a América Latina, buscando simplificar suas operações e recuperar competitividade. A empresa está focada na Onda 2, que envolve a integração operacional em países como México e Argentina. Analistas destacam que a Natura precisa demonstrar sua capacidade de execução para alcançar os resultados esperados. A XP Investimentos acredita que a marca Natura será a principal responsável pela geração de valor nos próximos ciclos.

O Itaú BBA manteve sua recomendação de “outperform” com um preço-alvo de R$ 14, ressaltando que a melhoria da rentabilidade na região hispânica é um dos principais vetores de valor. O banco observou que a margem Ebitda na América Latina é significativamente menor do que no Brasil, o que representa um desafio. O México, onde a marca está presente em apenas 9% dos lares, é considerado um obstáculo importante.

Expectativas e Desafios

O Bradesco BBI também reiterou sua recomendação de “outperform”, com um preço-alvo de R$ 17. A análise do banco destacou oportunidades em inovação e novos canais de distribuição. Apesar das expectativas positivas, o Goldman Sachs e o Citi expressaram cautela, apontando que a reestruturação não alterou significativamente a percepção do mercado sobre a geração de valor da empresa.

A S&P Global Ratings manteve a nota de crédito da Natura em BB e brAAA, indicando que a unificação societária não impactou sua avaliação. O BTG Pactual, por sua vez, adota uma visão cautelosa, citando a alta alavancagem em um cenário de juros elevados e as dificuldades na operação da Avon na América Latina.

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