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Nike registra alta nas ações após novo acordo comercial de Trump com o Vietnã

Acordo comercial com o Vietnã gera incertezas e pode elevar preços de produtos, impactando o consumo no setor de vestuário e calçados.

Tênis da marca Nike à venda em barraca de mercado em Ho Chi Minh City, Vietnã, na sexta-feira, 11 de abril de 2025. Vietnã e EUA concordaram em iniciar negociações para um acordo comercial “recíproco”, com o avanço ocorrendo poucas horas após Donald Trump anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas elevadas. (Foto: Linh Pham/Bloomberg)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo acordo comercial com o Vietnã, estabelecendo tarifas de 20% sobre produtos enviados aos EUA e 40% sobre transbordo.
  • As ações de empresas como Nike, Gap e Lululemon apresentaram forte volatilidade após o anúncio.
  • O novo acordo visa eliminar a incerteza no setor, após tarifas anteriores de 46% que causaram queda nas ações.
  • Executivos do setor expressam preocupações sobre o impacto nos preços e no consumo, com a nova tarifa podendo afetar o poder de compra dos consumidores.
  • Empresas estão buscando alternativas de produção no Vietnã e em outros países do Sudeste Asiático, mas a incerteza sobre a implementação da nova tarifa ainda persiste.

As ações de grandes empresas de vestuário e calçados, como Nike, Gap e Lululemon, apresentaram forte volatilidade após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um novo acordo comercial com o Vietnã. O presidente revelou que o Vietnã pagará tarifas de 20% sobre produtos enviados aos Estados Unidos e 40% sobre transbordo, em publicações na Truth Social.

O novo acordo, que estabelece tarifas superiores às expectativas do mercado, busca eliminar a incerteza que pairava sobre o setor. O Vietnã é um importante polo de produção para marcas que dependem de suas fábricas para a fabricação de produtos variados, desde camisetas até tênis. Em abril, Trump havia imposto uma tarifa de 46% sobre o Vietnã, o que provocou uma queda acentuada nas ações do setor. Após suspender essas tarifas para negociação, o prazo final foi estabelecido para 9 de julho.

Reações do Setor

O setor varejista dos EUA reagiu com alívio ao anúncio da tarifa de 20%, que representa uma redução em relação à proposta anterior. No entanto, executivos expressam preocupações sobre o impacto nos preços e no consumo. Um CEO de uma marca popular mencionou que, embora a situação seja melhor do que a prevista, a nova tarifa pode afetar o poder de compra dos consumidores.

A nova tarifa é dobro da atual taxa de 10%. Executivos da indústria temem que esses aumentos de preços possam desencadear uma queda no consumo. Paul Cosaro, CEO da Picnic Time, destacou que, apesar da redução, “é mais dinheiro saindo do bolso dos consumidores”.

Impacto nas Cadeias de Suprimento

Empresas como Gap e Nike têm buscado alternativas ao se afastar da China, transferindo operações para o Vietnã e outros países do Sudeste Asiático. A nova tarifa de 20% pode resultar em aumentos significativos nos preços, com estimativas indicando que um par de sapatos que custa 95 dólares poderia subir para 102,42 dólares.

A incerteza sobre a implementação da nova tarifa e a concordância dos termos ainda persistem. A expectativa é que acordos semelhantes possam ser alcançados com outros países que enfrentam tarifas elevadas, como Camboja, Malásia e Bangladesh.

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