- A política tarifária dos Estados Unidos, implementada em abril, resultou em uma depreciação de cerca de 10% do dólar.
- Essa situação impactou a alocação de investimentos globalmente, criando oportunidades para o Brasil.
- Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital, afirma que a baixa alocação em ativos brasileiros pode ser revertida com a saída de investimentos em dólar.
- Ele prevê que a tendência de queda do dólar deve continuar, especialmente se o Federal Reserve (Fed) iniciar cortes nas taxas de juros.
- Os fundos da Legacy Capital estão investindo na venda de dólar e na compra de uma cesta de moedas, incluindo o real, além de posições em juros.
A nova política tarifária dos Estados Unidos, implementada em abril, provocou uma depreciação de cerca de 10% do dólar, impactando a alocação de investimentos globalmente. Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital, afirma que essa situação gerou oportunidades para o Brasil, onde a alocação em ativos estrangeiros tem sido baixa.
Jobim, que participa do programa InfoMoney Entrevista, destaca que a saída de investimentos em dólar está beneficiando outras moedas, incluindo o real. Ele observa que o mercado brasileiro, com uma participação reduzida de investidores estrangeiros, está “raso”, o que significa que qualquer fluxo de capital pode influenciar significativamente os preços.
A introdução das tarifas pelos EUA causou uma “bagunça” no mercado, mas a situação está sendo absorvida aos poucos. A inflação americana tem se mostrado melhor do que o esperado, enquanto o crescimento econômico desacelera de forma controlada. Essa combinação tem favorecido a depreciação do dólar.
Expectativas para o Mercado
Jobim prevê que a tendência de queda do dólar deve continuar nos próximos meses, especialmente se o Federal Reserve (Fed) iniciar cortes nas taxas de juros. Ele ressalta que, apesar da recente desvalorização, o dólar ainda está apreciado em relação a um histórico de 50 anos.
Os fundos da Legacy Capital têm apostado na venda de dólar e na compra de uma cesta de moedas, incluindo o real. Jobim também menciona a inclusão de posições em juros, antecipando um possível fim do ciclo de aperto monetário no Brasil. A expectativa é que o semestre atual seja positivo, superando o CDI, impulsionado por estratégias que envolvem tecnologia e juros.
Entre na conversa da comunidade