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BBI indica Klabin como favorita no setor após valorização de 20%

Bradesco BBI recomenda compra das units da Klabin, prevendo recuperação dos preços da celulose e crescimento do EBITDA até 2026.

Foto: Klabin/Divulgação
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  • O Bradesco BBI elevou a recomendação das units da Klabin (KLBN11) de neutra para compra, considerando o papel como a principal escolha no setor de papel e celulose.
  • As ações da Klabin subiram 2,60%, cotadas a R$ 18,94, após uma queda acumulada de 20% no ano.
  • O banco destaca que as units oferecem um ponto de entrada atrativo, com a empresa bem posicionada para se beneficiar da demanda doméstica.
  • O EBITDA projetado é de R$ 8,5 bilhões para 2025 e R$ 9,9 bilhões em 2026, com crescimento de 15% a 17% em relação ao ano anterior.
  • O Bradesco BBI prevê recuperação dos preços da celulose para o quarto trimestre de 2025, o que deve impactar positivamente os resultados da Klabin.

O Bradesco BBI elevou a recomendação das units da Klabin (KLBN11) de neutra para compra, considerando o papel como sua principal escolha no setor de papel e celulose. Às 11h (horário de Brasília), as ações da Klabin apresentavam alta de 2,60%, cotadas a R$ 18,94. Essa mudança ocorre após uma queda acumulada de 20% no ano, enquanto o Ibovespa valorizou 15%.

Os analistas do Bradesco BBI destacam que as units da Klabin oferecem um ponto de entrada atrativo, especialmente em um cenário onde a empresa está bem posicionada para se beneficiar da demanda doméstica. As vendas de papel e embalagens no Brasil representam quase 50% do EBITDA anual da companhia. O banco também projeta uma recuperação dos preços da celulose para o quarto trimestre de 2025, o que deve impactar positivamente os resultados da Klabin.

Análise do Setor

A Klabin se destaca em um contexto onde o setor de papel e celulose enfrenta desafios. O Bradesco BBI identificou cinco razões principais para a nova recomendação, incluindo a assimetria do papel e a diversificação dos negócios. O EBITDA projetado é de R$ 8,5 bilhões para 2025 e R$ 9,9 bilhões em 2026, representando um crescimento de 15% a 17% em relação ao ano anterior.

Além disso, a Klabin apresenta baixa sensibilidade à valorização do real, o que favorece sua posição em comparação com a Suzano (SUZB3). Um fortalecimento do real em R$ 0,10 em relação ao dólar resultaria em uma redução de apenas 1% no EBITDA da Klabin em 2025, enquanto a Suzano seria impactada em 3%.

Expectativas Futuras

O início de 2023 foi positivo para empresas de celulose, impulsionado por aumentos de preços na China e na Europa. Contudo, a dinâmica do mercado mudou no segundo trimestre devido a fatores externos, como a guerra comercial. As expectativas são de que os preços da celulose voltem a subir em 2025, o que deve beneficiar a Klabin e reforçar a confiança do Bradesco BBI em suas ações.

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