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Gás importado e leilão de bloco revelam indícios de fracking em termelétricas

New Fortress Energy amplia importação de gás natural e enfrenta debate sobre fracking em meio a construção de termelétricas na Amazônia.

Obras das usinas termelétricas Portocém e Novo Tempo em Barcarena (PA) (Foto: Alessandro Falco - 25.mar.25/Folhapress)
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  • A New Fortress Energy está construindo duas termelétricas em Barcarena (PA) com investimento de R$ 5,6 bilhões, financiado pelo BNDES.
  • Em 2024, a empresa importou 233 mil toneladas de gás natural, principalmente dos Estados Unidos e Jamaica, com foco na Amazônia.
  • A maior parte do gás importado, cerca de 161,5 mil toneladas, foi destinada ao terminal em Barcarena, atendendo clientes como a norueguesa Hydro.
  • A técnica de fracking, utilizada na extração de gás, gera controvérsias devido a riscos ambientais. O governador de Mato Grosso vetou a proibição do fracking, alegando inconstitucionalidade.
  • A ANP leiloou áreas para exploração de petróleo e gás, incluindo um bloco na bacia Parecis, em Mato Grosso, com potencial estimado de 2,3 trilhões de m³.

A New Fortress Energy está em processo de construção de duas termelétricas em Barcarena (PA), com um investimento de R$ 5,6 bilhões financiado pelo BNDES. Em 2024, a empresa importou 233 mil toneladas de gás natural, a maior parte destinada à Amazônia, utilizando gás proveniente principalmente dos Estados Unidos e da Jamaica.

A importação de gás natural pela New Fortress e a recente concessão de um bloco para exploração de gás em Mato Grosso estão ligadas à técnica de fracking, que é alvo de controvérsias. A maior parte do gás importado, cerca de 161,5 mil toneladas, foi direcionada ao terminal em Barcarena, onde a empresa atende clientes como a norueguesa Hydro. Dados do Instituto Arayara, uma ONG que atua contra combustíveis fósseis, revelam que o gás importado é oriundo de fornecedores que utilizam fracking, como Cheniere e Total Energies.

A técnica de fracking, que envolve a injeção de fluidos em poços para fraturar rochas e extrair hidrocarbonetos, é criticada por seus riscos ambientais, incluindo a contaminação de águas e a liberação de metano, um potente gás de efeito estufa. No Brasil, estados como Paraná e Santa Catarina já aprovaram leis que proíbem essa prática. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes vetou um projeto de lei que visava proibir o fracking, alegando inconstitucionalidade.

Exploração em Mato Grosso

Recentemente, a ANP leiloou 34 áreas para exploração de petróleo e gás, incluindo um bloco na bacia Parecis, em Mato Grosso, que é considerada uma nova fronteira para combustíveis fósseis. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende a exploração de gás não convencional na região, que possui um potencial estimado de 2,3 trilhões de m³.

O gás importado pela New Fortress deve aumentar com a operação das termelétricas, prevista para o segundo semestre de 2025. A empresa já possui um contrato de fornecimento de gás com a Hydro, que busca reduzir suas emissões de CO2. Em novembro, Belém sediará a COP30, onde a transição para energias renováveis será um tema central, em meio a um cenário de crescente dependência de combustíveis fósseis.

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