- O Banco Central (BC) elevou a taxa Selic para 15% ao ano para controlar a inflação, que estava projetada em 6,30% para 2025.
- As novas projeções indicam uma queda na inflação para cerca de 4,50%.
- O economista-chefe da Legacy Capital, Pedro Jobim, acredita que o BC pode iniciar cortes na taxa de juros no final do ano, dependendo da desaceleração econômica.
- Jobim sugere que, se houver sinais claros de desaceleração, o BC pode considerar cortes na última reunião do ano.
- O relatório de inflação do BC projeta uma inflação de 3,4% para o primeiro trimestre de 2027, aumentando a possibilidade de cortes na Selic.
O Banco Central (BC) elevou a taxa Selic para 15% ao ano em um esforço para controlar a inflação, que no início do ano estava projetada em 6,30% para 2025. No entanto, novas projeções indicam uma queda significativa, com a expectativa atual em torno de 4,50%.
Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital, acredita que o BC pode iniciar cortes na taxa de juros ainda este ano, dependendo da desaceleração econômica. Ele observa que, embora a economia continue forte, o aumento da Selic está contribuindo para o controle da atividade econômica e dos preços.
Jobim destaca que, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o foco agora é quando os juros começarão a cair. Ele afirma que, embora seja improvável que isso ocorra em 2023, a possibilidade é “um pouco menos difícil” do que antes. O economista sugere que, se houver sinais claros de desaceleração, o BC pode considerar cortes na taxa na última reunião do ano.
Expectativas do Mercado
As projeções de inflação na Legacy Capital mudaram consideravelmente. No início do ano, a expectativa era de 6,30% para 2025, mas agora está em 4,50%. Jobim explica que o aperto monetário está mostrando resultados e que a próxima fase será identificar o momento adequado para a redução dos juros.
O relatório de inflação do BC sugere que a projeção para o primeiro trimestre de 2027 é de 3,4%, um número que se aproxima da meta. Isso aumenta a possibilidade de cortes na Selic, especialmente se a desaceleração econômica se confirmar.
Jobim também menciona que o mercado está atento aos sinais de atividade econômica. Ele acredita que o BC deve manter a taxa inalterada em três das quatro reuniões restantes do ano, mas pode considerar a possibilidade de cortes na última reunião, dependendo das condições econômicas.
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