- O documentário “Drop Dead City” aborda a crise financeira de Nova York em 1975, quando a cidade quase faliu.
- O título faz referência à manchete “Ford para a cidade: morra”, que simbolizou a falta de apoio federal.
- A produção revela uma auditoria que expôs a ausência de contabilidade na cidade, levando a gastos baseados em impostos fictícios.
- A crise se agravou com o aumento das taxas de juros pelos bancos, que pararam de emprestar.
- Para evitar a falência, foi criada a Corporação de Assistência Metropolitana, sob a liderança de Felix Rohatyn, que buscou ajuda do governo federal.
Um novo documentário, “Drop Dead City”, revisita a crise financeira que quase levou Nova York à falência em 1975. O título remete à famosa manchete “Ford para a cidade: morra”, que refletiu a falta de apoio federal durante um dos períodos mais críticos da cidade.
A produção, dirigida por Peter Yost e Michael Rohatyn, filho de Felix Rohatyn, destaca a auditoria que revelou a ausência de contabilidade na cidade. Essa descoberta, feita pelo controlador, um cargo independente do prefeito, expôs a realidade alarmante de que a cidade gastava com base em uma coleta de impostos fictícia.
A crise se intensificou quando os bancos, que antes apoiavam a dívida municipal, aumentaram as taxas de juros e pararam de emprestar. O então prefeito democrata Abe Beame, um contador, acusou os banqueiros de tentarem um “minigolpe” e preferiu a falência a entregar o controle da cidade a eles. Grandes obras foram paralisadas, a merenda escolar escasseou e o crime disparou.
Para evitar a falência, foi criada a Corporação de Assistência Metropolitana, liderada por Felix Rohatyn. Ele, junto a sindicatos, pressionou Washington em busca de ajuda. O documentário não apenas narra a crise, mas também reflete sobre a importância de um governo responsável e a necessidade de manter as contas públicas em ordem.
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