- As tarifas de importação de Donald Trump impactaram as exportações do Brasil para os Estados Unidos, gerando alertas do setor privado ao Itamaraty sobre prejuízos.
- Apesar do crescimento geral das exportações brasileiras, cinco dos dez principais produtos exportados para os EUA apresentaram quedas significativas, resultando em um déficit comercial de US$ 1 bilhão para o Brasil.
- Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 16,7 bilhões, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2024.
- As importações dos EUA para o Brasil também cresceram, alcançando US$ 17,7 bilhões, um aumento de 9,9%, ampliando o superávit comercial americano.
- Produtos como celulose, ferro-gusa e equipamentos de engenharia foram os mais afetados, com quedas de até 50,5% nas exportações de óleo combustível de petróleo.
As tarifas de importação implementadas por Donald Trump estão afetando as exportações do Brasil para os Estados Unidos, levando o setor privado a alertar o Itamaraty sobre os prejuízos em diversos segmentos. Um estudo da Câmara de Comércio Brasil-EUA revela que, apesar do crescimento geral nas exportações brasileiras, cinco dos dez principais produtos exportados para os EUA enfrentaram quedas significativas, resultando em um déficit comercial de US$ 1 bilhão para o Brasil.
Entre janeiro e maio, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 16,7 bilhões, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, as importações dos EUA para o Brasil também cresceram, alcançando US$ 17,7 bilhões, um aumento de 9,9%. Isso evidencia um superávit comercial americano que se ampliou desde a imposição das tarifas.
Queda nas Exportações
Os produtos mais afetados incluem celulose, ferro-gusa e equipamentos de engenharia. As exportações de semiacabados de ferro ou aço caíram 16,4%, enquanto o óleo combustível de petróleo teve uma queda de 28%. Em maio, a queda foi ainda mais acentuada, com uma redução de 50,5% no valor das exportações de óleo. A celulose também registrou uma diminuição de 15,2% em valor e 8,5% em quantidade.
A Câmara de Comércio destaca que a combinação de tarifas de até 10% e a concorrência de países com acesso preferencial aos EUA, como o Canadá, contribui para essa retração. A tarifa sobre exportações de bens de aço foi elevada para 50% em junho, o que pode agravar a situação nos próximos meses.
Setores em Alta
Apesar das dificuldades, alguns setores brasileiros conseguiram se destacar. Entre janeiro e maio, 79% das exportações para os EUA foram compostas por bens industriais, como aeronaves e alimentos processados. Produtos como carne bovina e sucos de frutas tiveram aumentos expressivos, com altas de 196% e 96,2%, respectivamente. Esses itens mantiveram sua competitividade mesmo diante das tarifas.
O cenário atual revela um comércio em desequilíbrio, com o Brasil enfrentando um déficit crescente. A análise da Câmara de Comércio Brasil-EUA sugere que, enquanto alguns setores lutam contra as tarifas, outros continuam a prosperar, destacando a complexidade das relações comerciais entre os dois países.
Entre na conversa da comunidade