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Analistas apontam melhores opções de investimento na América Latina para 2023

Bolsas latino-americanas superam expectativas em 2025, com Brasil e México em alta, enquanto Argentina enfrenta perdas significativas.

Bolsa do México: O S&P BMV/IPC teve alta de mais de 30% em dólares no primeiro semestre de 2025, impulsionado pelo setor exportador e consumo básico. (Foto: Mauricio Palos/Bloomberg)
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  • As bolsas da América Latina tiveram um desempenho acima do esperado na primeira metade de 2025, impulsionadas pela moderação da inflação e fortalecimento das moedas locais.
  • O índice Ibovespa, da bolsa brasileira, subiu 31,8% em dólares e 10,49% em reais, com expectativas de cortes nas taxas de juros e eleições em 2026.
  • No México, o índice S&P BMV/IPC também teve alta superior a 30% em dólares, com o setor exportador contribuindo para o crescimento econômico.
  • A Colômbia apresenta oportunidades em renda variável e fixa, enquanto o Chile se destaca em setores ligados a recursos naturais, como mineração.
  • A Argentina, por outro lado, registrou perdas de 31,91% no índice Merval em dólares, com incertezas em relação ao cenário eleitoral e resultados corporativos.

As bolsas da América Latina apresentaram um desempenho surpreendente na primeira metade de 2025, superando as expectativas do mercado. O cenário favorável para ativos de risco, aliado à moderação da inflação e ao fortalecimento das moedas locais, atraiu o interesse de investidores globais. O Brasil e o México se destacaram, enquanto a Argentina enfrentou perdas significativas.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma alta de 31,8% em dólares e 10,49% em reais. Segundo Emanoelle Santos, analista da XTB Latam, a combinação de fatores estruturais e conjunturais reposicionou a região como um destino atrativo para investimentos. O setor financeiro brasileiro é visto como promissor, especialmente com a expectativa de cortes nas taxas de juros e as eleições de 2026, que podem impulsionar ainda mais o mercado.

Destaques do Brasil e México

No México, o índice S&P BMV/IPC também teve um desempenho notável, com alta superior a 30% em dólares. Gabriela Siller, do Banco Base, aponta que o setor exportador é um pilar fundamental para o crescimento econômico do país. A analista acredita que a redução das tensões comerciais globais pode beneficiar as cadeias produtivas mexicanas.

O JPMorgan mantém uma visão neutra sobre o México, prevendo um ganho moderado de 7% até o final do ano. A Coca-Cola FEMSA é uma das ações recomendadas, devido ao seu sólido poder de preços e à expectativa de recuperação de volumes.

Oportunidades na Colômbia e Chile

Na Colômbia, Valeria Álvarez, do Itaú Comissionista de Bolsa, destaca oportunidades em renda variável e fixa, impulsionadas por eventos corporativos. A consolidação de holdings e a integração de negócios são exemplos de movimentos que podem agregar valor. O setor de mineração também é visto como promissor, especialmente com a valorização do ouro.

Em relação ao Chile, Gonzalo Muñoz, da XTB Latam, observa que os setores ligados a recursos naturais, como mineração, continuam atraentes. O JPMorgan recomenda ações como a Falabella, prevendo que as eleições presidenciais possam aumentar a confiança no mercado.

Desafios na Argentina

Por outro lado, a Argentina é a única nação da região a registrar perdas, com o índice Merval caindo 31,91% em dólares. Agustín Turri, da Rava Bursátil, ressalta que o cenário eleitoral e os resultados corporativos serão determinantes para o desempenho do mercado no segundo semestre. O setor financeiro, apesar de resultados fracos, pode apresentar volatilidade e oportunidades de investimento.

A queda do Merval não afetou a dívida soberana argentina, que começou a se comportar de maneira mais alinhada aos títulos tradicionais. Turri menciona que instrumentos como AL35 e AL38 podem ser atrativos para investidores.

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