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Analistas mantêm cautela em relação à Vale apesar da alta do minério

Vale reduz previsão de produção de pelotas para 2025, refletindo custos altos e demanda em queda, especialmente da China.

Vale (VALE3): BTG Pactual tem recomendação "neutra" para os ADRs (Foto: Beawiharta/Reuters)
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  • A Vale (VALE3) reduziu sua previsão de produção de pelotas para 2025 de 38-42 milhões para 31-35 milhões de toneladas.
  • A decisão é resultado de custos elevados e queda na demanda, especialmente da China.
  • O BTG Pactual mantém recomendação neutra para as ações da mineradora, com preço-alvo de US$ 11, indicando potencial de valorização de 12% em relação ao preço atual de US$ 9,82.
  • A mineradora também manteve sua previsão de produção de minério de ferro em 325-335 milhões de toneladas para 2025.
  • A Vale antecipou a manutenção da planta de pelotização de São Luís, devido ao alto custo de produção, que chega a US$ 30 por tonelada.

A Vale (VALE3) anunciou uma redução significativa em sua previsão de produção de pelotas para 2025, passando de 38-42 milhões para 31-35 milhões de toneladas. Essa decisão reflete um cenário desafiador, com custos elevados e uma demanda em queda, especialmente da China.

O BTG Pactual expressou cautela em relação aos papéis da mineradora, destacando que, embora a revisão não seja surpreendente, sua magnitude é relevante para o mercado. Os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi afirmaram que a mineradora busca preservar valor ao migrar de produtos mais caros para alternativas mais simples. A recomendação do banco permanece neutra, com um preço-alvo de US$ 11, representando um potencial de valorização de 12% em relação ao preço atual de US$ 9,82.

A Vale também manteve seu guidance de produção de minério de ferro para 2025 em 325-335 milhões de toneladas. Contudo, o BTG prevê revisões negativas para a companhia ao longo do segundo semestre, considerando um cenário de preços mais fracos. O relatório aponta para um preço de minério de ferro ajustado em US$ 95 por tonelada para 2025 e US$ 85 para 2026.

Desafios e Estratégias

A mineradora decidiu antecipar a manutenção da planta de pelotização de São Luís, a mais cara da empresa, devido ao alto custo de produção, que chega a US$ 30 por tonelada. Essa mudança ocorre em um contexto de excesso de oferta global de aço, com preços baixos e margens negativas. A demanda por pelotas também diminuiu, à medida que a indústria se volta para minérios de menor qualidade.

A situação na China, que continua vulnerável, pressiona todo o setor siderúrgico e os preços do minério de ferro. O presidente Xi Jinping mencionou a necessidade de combater a concorrência excessiva e a deflação, mas os analistas do BTG alertam que cortar a capacidade siderúrgica na China é um processo complexo e politicamente sensível.

Apesar das dificuldades, os analistas reconhecem avanços na Vale, como a melhoria na produção de minério de ferro e a redução de custos. A empresa busca se adaptar a um mercado em transformação, onde a recuperação das margens pode depender de cortes reais na capacidade de produção.

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