- A gestora RPS Capital lançou um fundo exclusivo para investir na Argentina, prevendo uma valorização de 1.000% a 1.500% nos ativos do país.
- A iniciativa ocorre durante a presidência de Javier Milei, que busca implementar reformas fiscais e desregulamentação.
- O CIO da RPS, Paolo di Sora, comparou a situação da Argentina à do Brasil antes do Plano Real, afirmando que os ativos estão muito descontados.
- Di Sora destacou que a carga tributária na Argentina é de 27,8% do PIB, inferior aos 33% do Brasil, e que a dívida líquida é de 41% do PIB.
- O governo Milei está promovendo uma agenda de desregulamentação, com a aprovação da Lei de Bases, que altera mais de 300 artigos da Constituição e elimina cerca de 129 impostos.
A gestora RPS Capital anunciou o lançamento de um fundo exclusivo para investir na Argentina, prevendo uma valorização de 1.000% a 1.500% nos ativos do país. A iniciativa surge em meio a uma transformação econômica sob a presidência de Javier Milei, que busca reformas fiscais e desregulamentação.
O CIO da RPS, Paolo di Sora, comparou a situação atual da Argentina à do Brasil antes do Plano Real, destacando que os ativos argentinos estão extremamente descontados. Ele afirmou que a Argentina está em um momento único para uma mudança estrutural profunda, com a expectativa de que a revalorização dos ativos possa ser histórica.
Di Sora também ressaltou que a carga tributária na Argentina é de 27,8% do PIB, inferior aos 33% do Brasil, e que a dívida líquida do país gira em torno de 41% do PIB, comparada a mais de 62% no Brasil. Apesar de cerca de 70% da dívida argentina ser em dólares, ele acredita que a entrada de US$ 20 bilhões anuais em capital estrangeiro pode superar esse desafio.
Reformas e Oportunidades
O governo Milei está implementando uma ampla agenda de desregulamentação e simplificação tributária. Com a aprovação da Lei de Bases, mais de 300 artigos da Constituição foram alterados, e cerca de 129 impostos estão sendo eliminados ou reorganizados. Di Sora afirmou que essas mudanças estão “desmontando as amarras do crescimento”.
Além disso, a conjuntura internacional favorece a Argentina, com um dólar mais fraco beneficiando países emergentes. Di Sora acredita que, se o país conseguir atrair os US$ 20 bilhões necessários, pode rapidamente alcançar o status de investment grade, multiplicando seus ativos por dez.
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