- As ações das Casas Bahia fecharam a R$ 3,03, o menor valor em quatro meses.
- Desde a desistência de Michael Klein em retomar o controle do conselho de administração, as ações desvalorizaram 60%.
- A tentativa de destituir o presidente do conselho, Renato Carvalho do Nascimento, resultou em uma queda de 14,36% em abril.
- A aprovação da conversão de debêntures do Bradesco e do Banco do Brasil diluirá os acionistas em 80%, mas é considerada necessária para reduzir a dívida da empresa.
- A gestora Mapa Capital deve assumir o controle das Casas Bahia até agosto, mas ainda não divulgou suas intenções sobre a empresa.
As ações das Casas Bahia atingiram o menor valor em quatro meses, fechando a R$ 3,03 nesta quarta-feira, 2. Desde que Michael Klein, filho do fundador Samuel Klein, desistiu de retomar o controle do conselho de administração, as ações desvalorizaram 60%. A tentativa de Klein de destituir o presidente do conselho, Renato Carvalho do Nascimento, resultou em uma queda de 14,36% no dia 8 de abril, após ele decidir dar um voto de confiança à atual administração.
A situação dos acionistas minoritários se agravou com a aprovação, em junho, de um plano que antecipa a conversão de debêntures detidas por Bradesco e Banco do Brasil. Essa medida irá diluir os acionistas atuais em 80%. Embora amarga, a conversão é vista como necessária para aliviar a dívida da companhia. Desde o anúncio da emissão das debêntures, em julho de 2024, as ações perderam 33,7% de seu valor.
A insegurança entre os investidores aumentou após a informação de que os bancos transferiram os direitos das ações para a gestora Mapa Capital. Esta gestora deverá assumir o controle das Casas Bahia até agosto, com a conversão das debêntures. Até o momento, a Mapa não divulgou suas intenções em relação ao controle da empresa e ao futuro das ações.
Entre na conversa da comunidade