- O Fundo Monetário Internacional (FMI) não concluiu a primeira revisão do acordo com a Argentina.
- O país não atingiu as metas de acumulação de reservas estrangeiras exigidas pelo FMI.
- As negociações para liberar um desembolso de US$ 2 bilhões continuam em Washington.
- O vice-ministro da Economia, José Luis Daza, e o secretário de Finanças, Pablo Quirno, estão em reuniões sobre o programa desde segunda-feira (30).
- Há especulações sobre a possibilidade de um perdão devido ao descumprimento das metas, mas o FMI não comentou sobre isso.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, nesta quinta-feira (3), que não concluiu a primeira revisão do acordo com a Argentina. O país não conseguiu cumprir as metas de acumulação de reservas estrangeiras exigidas pela entidade, gerando incertezas sobre o futuro do acordo financeiro. A declaração foi feita após uma equipe técnica do FMI realizar uma análise da situação econômica em Buenos Aires.
A porta-voz do FMI, Julie Kozack, afirmou que “as conversas continuam” com representantes do governo argentino para avançar nas negociações que visam desbloquear um desembolso de US$ 2 bilhões. Este valor estava previsto para ser liberado em junho, mas foi retido devido ao descumprimento das metas estabelecidas. Kozack destacou que uma equipe técnica está em Washington para dar continuidade às discussões.
O vice-ministro da Economia, José Luis Daza, e o secretário de Finanças, Pablo Quirno, estão em Washington desde segunda-feira (30) participando das reuniões sobre a primeira revisão do programa. A situação se complica ainda mais com a projeção de um déficit em conta-corrente cinco vezes maior do que o estimado no acordo. Há especulações na Argentina sobre a possibilidade de o FMI conceder um perdão (waiver) devido ao não cumprimento das metas.
Kozack foi questionada sobre essa possibilidade, mas preferiu não especular sobre isenções ou o que está sendo discutido nas reuniões atuais. A situação econômica da Argentina continua a ser monitorada de perto, enquanto o governo busca alternativas para atender às exigências do FMI e garantir a liberação dos recursos financeiros.
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