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Legacy ajusta estratégia e intensifica investimentos em ativos brasileiros diante de desafios para Lula

Legacy Capital aumenta sua aposta em ativos brasileiros, prevendo cortes de juros e um cenário econômico em desaceleração.

Gestora cita a iminência de sinais de desaceleração da atividade econômica doméstica como uma das razões para elevar a posição no país (Foto: Andressa Anholete/Bloomberg)
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  • A Legacy Capital aumentou sua exposição a ativos brasileiros, prevendo queda nos juros e desaceleração econômica.
  • A gestora acredita que a popularidade adversa do governo pode dificultar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
  • A gestora está investindo na bolsa brasileira e mantém uma posição vendida em dólar, apostando em um ambiente de baixa inflação.
  • A Legacy revisou suas projeções de inflação para 5,0% em 2025 e 4,5% em 2026, enquanto as estimativas de crescimento do PIB permanecem em 2,5% para 2025.
  • A gestora observa que o Federal Reserve (Fed) pode cortar juros em setembro, o que beneficiaria os mercados.

A Legacy Capital aumentou sua exposição a ativos brasileiros, impulsionada pela expectativa de queda nos juros e desaceleração econômica. A gestora acredita que o atual governo enfrenta um cenário de popularidade adverso, o que pode dificultar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

Em sua carta mensal, a Legacy destacou que está posicionada para se beneficiar da redução das taxas de juros e está investindo na bolsa brasileira. A gestora observou sinais de desaceleração na economia, como a diminuição do crédito e a queda nos índices de confiança em diversos setores. “Há sinais crescentes de desaceleração”, afirmou o fundo.

Além disso, a Legacy manteve uma posição vendida em dólar, apostando em um ambiente de baixa inflação e crescimento moderado, o que favorece ativos de risco. A gestora prevê que o governo buscará novas receitas e cortes de despesas para compensar perdas, mas considera difícil que novas medidas sociais sejam implementadas antes da eleição de 2026.

Expectativas para o Mercado

No cenário internacional, a Legacy observou que o Federal Reserve (Fed) pode cortar juros em setembro, o que impactaria positivamente os mercados. A gestora acredita que o Banco Central brasileiro pode iniciar um ciclo de cortes na última reunião do ano, caso a desaceleração se confirme.

A inflação no Brasil tem mostrado uma dinâmica melhor do que o esperado, com queda nas médias móveis dos núcleos e dos componentes de serviços. A Legacy revisou suas projeções de inflação para 5,0% em 2025 e 4,5% em 2026, enquanto as estimativas de crescimento do PIB permanecem em 2,5% para 2025, mas com uma perspectiva de desaceleração no segundo semestre.

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