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Mercosul e EFTA: acordo pode ser modelo estratégico para o Brasil

Mercosul e EFTA firmam acordo de livre comércio que pode transformar relações econômicas, abrangendo investimentos e direitos de propriedade intelectual.

MODELO Brasil: acordo do Mercosul com a EFTA vai além de tarifas comerciais (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) anunciaram a conclusão de um acordo de livre comércio em Buenos Aires, no dia dois de julho.
  • O pacto abrange 290 milhões de pessoas e um PIB combinado de 4,3 trilhões de dólares, incluindo temas como investimentos e direitos de propriedade intelectual.
  • O acordo também contempla compras públicas, concorrência, defesa comercial e comércio sustentável.
  • Com a implementação, cerca de 99% do valor exportado pelo Brasil para a EFTA será beneficiado, mas a vigência depende da aprovação dos parlamentos dos países envolvidos.
  • A assinatura formal do acordo deve ocorrer até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como presidente temporário do Mercosul.

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) anunciaram a conclusão de um acordo de livre comércio nesta quarta-feira, 2, em Buenos Aires. O pacto, que abrange 290 milhões de pessoas e um PIB combinado de 4,3 trilhões de dólares, inclui temas que vão além do comércio, como investimentos e direitos de propriedade intelectual.

Welber Barral, sócio da consultoria BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior, destacou que, apesar do tamanho do EFTA ser menor que o da União Europeia, o acordo é abrangente. Ele inclui compras públicas, concorrência, defesa comercial e um capítulo sobre comércio e desenvolvimento sustentável. Barral acredita que essa negociação pode servir de modelo para futuras parcerias do Mercosul.

Com a implementação do acordo, cerca de 99% do valor exportado pelo Brasil para a EFTA será beneficiado. Contudo, a vigência do pacto depende da aprovação pelos parlamentos dos países envolvidos. O anúncio foi feito antes da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirá a presidência rotativa do bloco.

A nova parceria se junta ao acordo já firmado entre o Mercosul e a União Europeia, que levou mais de vinte anos para ser concluído. Lula afirmou que a assinatura formal do acordo com a EFTA ocorrerá até o final de seu mandato como presidente temporário do Mercosul.

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