- O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado do Nordeste, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga movimentadas anualmente.
- Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China, operada pela MSC, reduz o tempo de entrega em 30 dias.
- A expectativa é que o volume de cargas aumente em 10%, com cerca de 1.200 contêineres transportados anualmente.
- A nova rota encurta o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, beneficiando o comércio bilateral.
- O porto busca atrair mais empresas chinesas, melhorando a eficiência das operações de importação e exportação.
O Porto do Pecém, no Ceará, destaca-se como o mais movimentado do Nordeste, movimentando cerca de 20 milhões de toneladas de carga anualmente. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China, operada pela MSC, tem revolucionado o transporte entre os dois países, reduzindo o tempo de entrega em 30 dias.
Com a nova rota, cerca de 1.200 contêineres são transportados anualmente, conforme Max Quintino, diretor da autoridade portuária. A expectativa é que o volume de cargas aumente em 10%, beneficiando o comércio bilateral e a economia local. Antes, as mercadorias chinesas enfrentavam longas rotas, passando pelo Cabo da Boa Esperança e Porto de Santos, em São Paulo. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, diminuindo custos logísticos e aumentando a eficiência das entregas.
Impacto no Comércio
O impacto positivo é evidente para produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas. Entre os produtos importados estão aço, máquinas e materiais elétricos, enquanto as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas e frutas. A nova rota também encurta o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, reforçando o comércio entre as regiões.
O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que abriga uma zona de processamento de exportações. Em 2025, os primeiros quatro meses mostraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. André Magalhães, diretor comercial do complexo, ressalta a capacidade do porto em atender a uma demanda crescente.
Rota e Oportunidades
A nova rota inclui escalas em portos chineses como Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, beneficiando empresas brasileiras de logística. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota evita transbordos e congestionamentos, facilitando operações logísticas mais rápidas. O melão da Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China, e Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que a redução no tempo de transporte pode levar à transferência do embarque para o Pecém.
Max Quintino menciona que o objetivo é atrair mais empresas chinesas para o porto, aprimorando a eficiência da nova rota e os serviços de importação e exportação entre Brasil e China. O porto, que já recebeu símbolos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda, se posiciona como um importante elo no comércio global.
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