- O mercado de crédito privado tem atraído investidores em busca de diversificação em suas carteiras de renda fixa, especialmente com a Selic em 15% ao ano.
- Alternativas como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) oferecem retornos superiores ao Tesouro Direto.
- Um relatório do XP Research indica que 61% das emissões de crédito privado entre 2017 e 2025 não possuem garantias.
- Apenas 7% do volume emitido nesse período tinha garantia real, enquanto as garantias fidejussórias e quirografárias são consideradas menos seguras.
- A execução de garantias no Brasil pode levar mais de um ano, e a recuperação do investimento não é garantida.
O mercado de crédito privado tem atraído a atenção de investidores em busca de diversificação em suas carteiras de renda fixa, especialmente em um cenário de Selic elevada, atualmente em 15% ao ano. Alternativas como debêntures, CRIs e CRAs oferecem potencial de retorno superior ao Tesouro Direto, mas a questão das garantias é crucial.
Um relatório do XP Research revela que 61% das emissões de crédito privado entre 2017 e 2025 não possuem garantias. Esse dado destaca a importância de entender os tipos de garantias disponíveis, que podem ser reais, fidejussórias ou quirografárias, para proteger os investidores em caso de inadimplência.
Tipos de Garantias
As garantias são fundamentais para limitar as perdas dos investidores. As garantias reais envolvem bens concretos, como imóveis ou veículos, que asseguram o pagamento da dívida. O relatório aponta que apenas 7% do volume emitido entre 2017 e 2025 tinha garantia real. As garantias fidejussórias, por sua vez, são firmadas por terceiros, como fiadores, mas são consideradas menos robustas. Já as quirografárias não oferecem garantias específicas, tornando-se as mais arriscadas.
A execução de garantias no Brasil pode ser um processo demorado, frequentemente ultrapassando um ano. Além disso, a recuperação do investimento não é garantida, pois fatores como a desvalorização dos bens e a situação financeira dos fiadores podem complicar o processo.
Considerações Finais
Os especialistas do XP Research enfatizam que, em geral, quanto maior o risco de crédito da empresa, mais robusta deve ser a garantia exigida pelos investidores. A remuneração dos títulos de crédito privado é influenciada por esses fatores, mas a análise deve considerar a capacidade de pagamento da devedora. As garantias funcionam como uma camada adicional de proteção, especialmente em cenários de inadimplência.
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