- A Aura Minerals (AURA33) anunciou a produção de 64,0 mil GEOs (equivalente de ouro) no segundo trimestre de 2025, superando em 6% as estimativas da XP Investimentos.
- A primeira produção de ouro na unidade de Borborema, no Rio Grande do Norte, foi um destaque positivo.
- As unidades EPP (Ernesto/Pau-a-Pique) e Almas apresentaram crescimento de 15% e 22%, respectivamente, em relação ao ano anterior.
- A unidade Aranzazu, no México, teve uma queda de 10% na produção, enquanto San Andrés, em Honduras, registrou uma leve queda de 6%, mas ainda superou as expectativas.
- A XP mantém a recomendação de compra para os papéis da companhia, citando a valorização do ouro e a preparação para uma oferta pública nos Estados Unidos.
A Aura Minerals (AURA33) anunciou nesta quinta-feira (4) sua produção consolidada do segundo trimestre de 2025, totalizando 64,0 mil GEOs (equivalente de ouro). Esse resultado está em linha com o desempenho do mesmo período do ano anterior e 6% acima das estimativas da XP Investimentos.
A XP considera esse resultado um avanço significativo para a mineradora, especialmente pela primeira produção de ouro na unidade de Borborema, localizada no Rio Grande do Norte. O banco mantém uma recomendação otimista para os papéis da companhia, prevendo que o segundo semestre deve continuar a tendência de geração de valor.
Desempenho das Unidades
O desempenho foi impulsionado por resultados positivos em unidades como EPP (Ernesto/Pau-a-Pique) e San Andrés, com produções 15% e 4% acima das expectativas, respectivamente. A unidade de Almas também teve um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado, após a troca de empreiteira.
A produção inicial de Borborema, que alcançou 2,6 mil GEOs após a primeira fundição de ouro, foi bem recebida. A Aura informou que o projeto está dentro do cronograma para atingir a produção comercial até o final do terceiro trimestre, sendo visto como um novo motor de crescimento.
Resultados Mistos
Por outro lado, a unidade Aranzazu, no México, registrou uma leve queda de 10% na produção total, encerrando o trimestre com 22,3 mil GEOs. Apesar disso, a produção a preços constantes avançou 15% na comparação anual, devido à conversão de cobre para ouro. San Andrés, em Honduras, produziu 18 mil GEOs, apresentando uma leve queda de 6%, mas ainda assim superando as expectativas da XP.
No Brasil, a unidade EPP atingiu 8,9 mil GEOs, representando uma queda de 17% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Essa retração já era esperada, considerando o foco da empresa na preparação de novas frentes de lavra. A XP destaca que o desempenho geral foi positivo, com a produção em Almas contribuindo para os resultados trimestrais.
A XP reforça a recomendação de compra para os ativos da Aura, citando três fundamentos principais: a valorização do ouro no mercado internacional, o foco em projetos de alto retorno e a preparação para uma oferta pública nos Estados Unidos, que deve melhorar a liquidez das ações.
Entre na conversa da comunidade