- O Ibovespa fechou em alta de 0,24% nesta sexta-feira, 4 de julho, alcançando 141.263,56 pontos, renovando suas máximas históricas.
- O índice já havia registrado um ganho de 3,21% na semana, mas teve um volume financeiro de R$ 9,01 bilhões, abaixo da média de R$ 24,7 bilhões do ano.
- A alta foi impulsionada pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu os efeitos dos decretos do governo sobre o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
- Moraes afirmou que a medida visa evitar conflitos entre os Poderes Executivo e Legislativo.
- Analistas destacam que a decisão pode ser positiva, mas o governo deve reconsiderar suas propostas, enquanto o cenário externo e as expectativas de cortes na Selic também influenciam o mercado.
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, 4 de julho, subindo 0,24% e alcançando 141.263,56 pontos, renovando suas máximas históricas. O índice, que já havia registrado um ganho de 3,21% na semana, teve um volume financeiro de apenas R$ 9,01 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 24,7 bilhões do ano.
O movimento do índice foi influenciado pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu os efeitos dos decretos do governo Lula sobre o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). Moraes destacou que a medida buscou evitar um “indesejável embate” entre os Poderes Executivo e Legislativo, promovendo a harmonia entre eles. Para Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, a decisão teve um efeito neutro, pois agradou e desagradou simultaneamente o governo e o Congresso.
Expectativas e Análises
Analistas como Bruno Takeo, da Potenza Capital, afirmam que a decisão de Moraes pode ser vista como positiva, mas ressaltam que o governo deve repensar suas propostas. Felipe Paletta, da EQI Research, também avaliou a decisão de forma favorável, associando o movimento positivo do Ibovespa ao aumento das expectativas de cortes na Selic para 2026 e à melhora da atividade econômica na China.
Além disso, a resiliência da economia dos Estados Unidos tem contribuído para o desempenho das bolsas, com o presidente Donald Trump mencionando novos acordos comerciais. As negociações tarifárias permanecem em foco, especialmente com a União Europeia, que ainda não apresenta sinais de acordo.
O relatório do Itaú BBA sugere que, após atingir novas máximas, o Ibovespa pode buscar os 142.000 e 150.000 pontos, com um suporte inicial em 138.600 pontos. O cenário externo, com as discussões comerciais, continua a ser monitorado pelos investidores.
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