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FIIs podem ter novas altas em 2025 com gatilhos apontados pela Canuma

Felipe Vaz alerta para a seletividade na alocação em fundos imobiliários, devido à atratividade da renda fixa e incertezas nas taxas de juros.

Foto: Reprodução
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  • Os fundos imobiliários tiveram uma recuperação nas cotações no primeiro semestre de 2023, após distorções significativas no início do ano.
  • O sócio-gestor da Canuma Capital, Felipe Vaz, observa que a valorização foi impulsionada pela renda distribuída, mas não por uma reprecificação estrutural dos ativos.
  • O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) atingiu novas máximas, mas muitos fundos ainda estão com preços baixos.
  • Para o segundo semestre, a proposta de tributação sobre os fundos imobiliários e o comportamento das taxas de juros são fatores importantes.
  • Vaz destaca que o custo de oportunidade em renda fixa continua atrativo, exigindo uma alocação seletiva em fundos imobiliários.

Após um primeiro semestre de 2023 marcado por uma recuperação nas cotações dos fundos imobiliários, o sócio-gestor da Canuma Capital, Felipe Vaz, observa que o mercado já corrigiu grande parte das distorções observadas no início do ano. Os segmentos de tijolo e papel, que estavam excessivamente descontados, mostraram sinais de recuperação. Vaz destaca que a valorização recente foi impulsionada pela renda distribuída, mas não necessariamente por uma reprecificação estrutural dos ativos.

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) alcançou novas máximas, mas muitos fundos ainda apresentam preços depreciados. “A recuperação está longe de ser generalizada”, afirma o gestor. Para o segundo semestre, dois fatores são cruciais: a proposta de tributação sobre os FIIs e o comportamento das taxas de juros, especialmente o juro real.

Apesar da recente queda na Selic nominal, o IPCA+ permanece elevado, próximo de 7,3%. “Enquanto isso não ceder, é difícil vislumbrar uma valorização mais expressiva das cotas”, analisa Vaz. O cenário de incerteza no fim de 2024, com juros prefixados de até 17%, afetou a atratividade dos FIIs, criando um sentimento de “terra arrasada”. Contudo, a atual recuperação reflete não apenas o retorno dos fundamentos, mas também uma maior clareza sobre o ciclo de juros.

Expectativas para o Futuro

O gestor ressalta que o custo de oportunidade continua a ser um fator relevante. “O carrego atual de instrumentos de renda fixa, com alta liquidez e risco baixo, segue muito atrativo”, explica. Isso exige uma alocação seletiva em FIIs, com avaliações constantes. Historicamente, os momentos de maior valorização ocorreram em cenários de estabilidade e queda de juros, como entre 2016 e 2019.

Embora a Selic não esteja em patamares baixos no horizonte imediato, uma sinalização clara de cortes próximos a 10% pode abrir novas oportunidades. “Ainda há uma desconexão entre o que o Focus projeta e o que está nos juros futuros”, conclui Vaz. A entrevista completa de Felipe Vaz pode ser conferida no programa Liga de FIIs, disponível no canal do InfoMoney no YouTube.

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