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Tecnologia impulsiona inovação e sustentabilidade na economia da Amazônia

Mercado Livre amplia o Biomas a Um Clique, conectando comunidades amazônicas a mercados nacionais com logística integrada e geração de renda

Programa Biomas a um Clique — Foto: Divulgação Mercado Livre/Pisco del Gaiso
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  • Biomas a Um Clique, criado em 2019 pelo Mercado Livre, conecta comunidades tradicionais da Amazônia a mercados nacionais por meio de capacitação, apoio logístico e visibilidade comercial.
  • Nos últimos cinco anos, o programa beneficiou mais de 160 organizações, com mais de 1.800 produtos que traduzem a biodiversidade em negócios de impacto; além disso, houve mais de 100 mil itens vendidos e cerca de 36 mil produtores impactados indiretamente.
  • O ecossistema oferece subsídios em tarifas, logística integrada pelo serviço de fulfillment e ações de capacitação e promoção para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.
  • Casos como Deveras Amazônia, em Santarém, e Flor de Jambu ilustram o crescimento do ecossistema, com venda online e melhoria logística facilitando entregas rápidas a outros estados.
  • A COP 30, prevista para 2025 em Belém, é vista como palco para ampliar visibilidade e financiamento da bioeconomia, conectando conservação ambiental a desenvolvimento econômico local.

O Mercado Livre lançou o programa Biomas a Um Clique, que conecta comunidades tradicionais da Amazônia e de outros biomas a mercados nacionais. A iniciativa funciona desde 2019, antes mesmo de a bioeconomia ganhar maior atenção no país.

O objetivo é democratizar o acesso a mercados, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis e gerando renda local. O ecossistema oferece subsídios em tarifas, logística integrada via fulfillment e capacitação comercial para produtores.

Até hoje, mais de 160 organizações foram beneficiadas, com mais de 1.800 produtos certificados como de impacto socioambiental positivo. A iniciativa atingiu acima de 100 mil itens vendidos e envolve 36 mil produtores indiretamente.

A atuação do Biomas a Um Clique envolve comunidades da Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado. O modelo busca manter produtores em seus territórios, promovendo conservação ambiental como oportunidade econômica.

Laura Motta, gerente sênior de sustentabilidade, destaca que essa aproximação entre desenvolvimento econômico, conservação e justiça social é essencial para ampliar a competitividade em setores ligados à bioeconomia.

Paulo Monteiro dos Reis, da Assobio, aponta que a valorização da floresta em pé depende de levar biodiversidade aos lares. A plataforma do Mercado Livre é vista como solução logística para a região.

Para a COP 30, a ser realizada em 2025 em Belém, há expectativa de ampliar a visibilidade de iniciativas da bioeconomia. A ideia é mostrar resultados e fortalecer compromissos com financiamento climático.

No fronto do financiamento climático, Motta solicita atenção especial aos empreendedores da bioeconomia, que ajudam na conservação e no desenvolvimento econômico sustentável das comunidades locais.

Casos de sucesso locais ilustram o impacto do programa. A Deveras Amazônia, de Santarém (PA), mostrou crescimento ao vender para outros estados via fulfillment. A empresa passou a atender demanda B2B.

A Flor de Jambu, de Santarém, ressalta que a logística facilitada pelo centro de distribuição reduz tempo e frete, aumentando a competitividade dos produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Valência Mourão de Moura, CEO da Deveras, enfatiza que o acesso a marketplaces permitiu ampliar a produção, ampliar equipes e chegar a clientes em São Paulo com rapidez.

A iniciativa também é acompanhada por lideranças locais que defendem o papel da bioeconomia na criação de empregos e na promoção de saberes tradicionais, conectando economia, floresta e tecnologia.

Dados recentes indicam que o Fundo Amazônia aprovou R$ 882 milhões em projetos de conservação e bioeconomia em 2024, um aumento de 60% em relação a 2023, fortalecendo crédito e infraestrutura para produtores.

Estudos internacionais citados indicam que a comercialização sustentável de produtos florestais não madeireiros pode elevar renda local, desde que haja governança e certificações. A Amazônia também oferece serviços ecossistêmicos valiosos, estimados economicamente.

Especialistas destacam gargalos logísticos, insegurança jurídica e políticas de incentivo como entraves à escala da bioeconomia. O Biomas a Um Clique aparece como ferramenta para reduzir esses obstáculos.

A crise climática reforça a urgência em manter a floresta em pé. Eventos extremos alertam para impactos diretos na água, na agricultura e nos modos de vida tradicionais, reforçando o papel da bioeconomia como alternativa sustentável.

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