- A economia da Argentina apresenta sinais de recuperação em 2025, com crescimento do PIB, mas a desigualdade e o desemprego aumentam.
- A inflação caiu de 12,8% em novembro de 2023 para 1,5% em maio de 2025, sob a administração do presidente Javier Milei.
- As vendas de veículos cresceram 84% e o setor imobiliário aumentou 66% nos primeiros meses de 2025, beneficiando uma minoria.
- O desemprego alcançou 7,9% no primeiro trimestre de 2025, o maior índice desde 2021, com aumento do trabalho autônomo e fechamento de negócios em áreas pobres.
- Apesar da crise, 6,7 milhões de argentinos viajaram para o exterior nos primeiros cinco meses de 2025, um aumento de 66% em relação ao ano anterior.
A Argentina vive um momento econômico complexo em 2025, com sinais de recuperação do PIB, mas crescimento da desigualdade e do desemprego. A administração do presidente Javier Milei, que assumiu em 2023, busca controlar a inflação, que caiu de 12,8% em novembro de 2023 para 1,5% em maio de 2025. Apesar disso, a recuperação não é sentida por toda a população.
Os dados mostram um aumento de 84% nas vendas de veículos e 66% no setor imobiliário nos primeiros meses de 2025. Contudo, essa expansão beneficia uma minoria privilegiada, enquanto as classes média e baixa enfrentam dificuldades financeiras. O consultor Guillermo Oliveto destaca que 30% da população se beneficia do modelo econômico atual, enquanto muitos enfrentam uma realidade de cortes de gastos essenciais.
A desigualdade é acentuada por um relatório da consultoria Moiguer, que revela que 50% da população não consegue cobrir suas despesas básicas. Além disso, 30% dos argentinos precisam adiar ou cancelar gastos para pagar contas. A demanda por produtos de consumo básico, como alimentos e medicamentos, está em queda, refletindo a crise enfrentada por grande parte da população.
Desemprego e Insegurança
O desemprego na Argentina atingiu 7,9% no primeiro trimestre de 2025, o maior índice desde 2021. A insegurança no trabalho cresce, com uma redução no número de trabalhadores formais e um aumento no trabalho autônomo. A disparidade geográfica é evidente, com áreas ricas de Buenos Aires experimentando um boom de construção, enquanto bairros mais pobres enfrentam fechamento de negócios.
Apesar da crise, 6,7 milhões de argentinos viajaram para o exterior nos primeiros cinco meses de 2025, um aumento de 66% em relação ao ano anterior. A valorização do peso, considerada insustentável por economistas, impulsionou esse turismo, mas resultou em uma queda de 20% no número de visitantes estrangeiros no país.
A combinação de um dólar barato, aumento da dívida e desigualdade crescente levanta preocupações sobre a sustentabilidade do modelo econômico de Milei. O governo afirma que a situação atual é diferente da década de 1990, mas os desafios permanecem.
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