- Os países do Brics se reuniram no Rio de Janeiro para discutir questões econômicas e ambientais.
- Os líderes criticaram a lei antidesmatamento da União Europeia e o aumento de tarifas comerciais.
- Foi anunciada a criação de um laboratório para debater Comércio e Sustentabilidade.
- O comunicado final alertou que medidas ambientais não devem ser usadas para restringir o comércio internacional.
- Os membros também abordaram a dívida internacional e defenderam um sistema tributário mais justo.
Os países do Brics, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, se reuniram no Rio de Janeiro para discutir questões econômicas e ambientais. Durante a cúpula, os líderes criticaram a lei antidesmatamento da União Europeia e o aumento de tarifas comerciais, destacando a criação de um laboratório para debater Comércio e Sustentabilidade.
No comunicado final, os membros do Brics alertaram que medidas ambientais não devem ser usadas como pretexto para restrições ao comércio internacional. O texto enfatiza que ações unilaterais no combate às mudanças climáticas não devem resultar em discriminação ou restrições injustificáveis ao comércio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da foto oficial com os demais líderes.
Os países expressaram preocupação com o uso crescente de medidas comerciais unilaterais sob a justificativa de proteção ambiental. A criação do “laboratório” do Brics visa aprimorar os benefícios do comércio, responder a essas medidas e contribuir para ações globais contra as mudanças climáticas. A lei da UE, aprovada em 2023, proíbe a importação de produtos de áreas desmatadas após dezembro de 2020, o que pode impactar 34% das exportações brasileiras para a Europa.
Os líderes também criticaram o aumento indiscriminado de tarifas, que pode ameaçar o comércio global. Embora não tenham mencionado diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a declaração se referiu a uma alíquota de 10% sobre produtos importados, incluindo os do Brasil. O comunicado ressalta que essas medidas podem interromper cadeias de suprimentos e aumentar as disparidades econômicas.
Além disso, os membros do Brics abordaram a questão da dívida internacional, defendendo um tratamento adequado para promover a recuperação econômica e o desenvolvimento sustentável. Eles também manifestaram apoio a um sistema tributário internacional mais justo e inclusivo, sem mencionar os super-ricos, um tema que havia sido destacado anteriormente.
A cúpula não resultou em compromissos para a criação de um novo sistema de pagamento, com a maioria dos países preferindo utilizar seus próprios sistemas e integrar-se com os de outros. O comunicado fez referência ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposto pelo Brasil, para mobilizar financiamentos de longo prazo, com a expectativa de um anúncio significativo na COP30, em Belém.
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