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Cacau guatemalteco se destaca como símbolo de resistência indígena e cultura local

Agricultores q’eqchi da Guatemala aumentam renda com nova planta agroindustrial que exporta cacau de alta qualidade.

Concepción Yat Rax, junto a cacaoteros da associação ASIPASM, com sua nova colheita para exportação. (Foto: ANDRÉS SUÁREZ JARAMILLO)
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  • Agricultores q’eqchi da Guatemala inauguraram uma planta agroindustrial em Alta Verapaz em 18 de junho.
  • A nova instalação permite a exportação de cacau de alta qualidade, aumentando os preços pagos aos produtores.
  • Antes, intermediários pagavam apenas 3 quetzales por libra de cacau fresco; agora, os agricultores recebem 14 quetzales.
  • A planta foi construída com um investimento de 1,2 milhão de dólares, sendo 40% doados por ONGs.
  • A planta tem capacidade para produzir até 200 toneladas métricas de pasta de cacau por ano e já vendeu 100 toneladas para a empresa francesa Ethiquable.

Recentemente, agricultores q’eqchi da Guatemala, liderados por Marvin López, inauguraram uma planta agroindustrial em Alta Verapaz, permitindo a exportação de cacau de alta qualidade. Essa iniciativa resultou em um aumento significativo nos preços pagos aos produtores, que antes enfrentavam a exploração de intermediários.

Historicamente, o cultivo de cacau na região foi marcado pela pobreza e falta de regulação. Concepción Yat Rax, uma agricultora de 57 anos, relata que os intermediários costumavam pagar apenas 3 quetzales por libra de cacau fresco, o que correspondia a cerca de 40 centavos de dólar. A desconfiança em relação a esses intermediários é profunda, refletindo uma história de exploração e exclusão dos indígenas q’eqchi.

A nova planta, inaugurada em 18 de junho, foi construída com um investimento de 1,2 milhões de dólares, sendo 40% doados por ONGs e o restante financiado. Com capacidade para produzir até 200 toneladas métricas de pasta de cacau por ano, a planta já vendeu 100 toneladas para a empresa francesa Ethiquable, que fabrica chocolate de origem.

O impacto econômico é visível: Concepción agora recebe 14 quetzales por libra de cacau, quase dois dólares, um aumento de 4,5 vezes em relação ao que ganhava anteriormente. Marvin López destaca que, embora a planta não resolva todos os problemas, ela contribui para melhorar a situação dos agricultores, oferecendo uma alternativa viável ao sistema de intermediários.

A nova planta representa uma esperança para os agricultores da região, que agora podem participar de um mercado global e receber preços justos por seu produto.

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