- Investir em BDRs (certificados que representam ações de empresas estrangeiras) é uma estratégia para diversificação de carteira e proteção contra o risco Brasil.
- Um estudo da Economatica mostra que 72% dos BDRs com liquidez superaram o Ibovespa, com retorno médio de 229,5%.
- A Microstrategy se destacou com um retorno de 6.890,91% em dois anos, impulsionado pela valorização do Bitcoin.
- Outras empresas de tecnologia, como Pantir Technologies, Nvidia e Broadcom, também apresentaram resultados positivos.
- Especialistas recomendam analisar os fundamentos das empresas antes de investir e equilibrar BDRs com ações brasileiras conforme o perfil de risco do investidor.
Investir em BDRs (certificados que representam ações de empresas estrangeiras) se mostra uma alternativa eficaz para diversificação de carteira e mitigação do risco Brasil. Um estudo da Economatica, encomendado pelo InfoMoney, revela que 72% dos BDRs com liquidez superaram o Ibovespa, com um retorno médio de 229,5%.
Entre os destaques, a Microstrategy apresentou um desempenho impressionante, com um retorno de 6.890,91% em dois anos, impulsionado pela valorização do Bitcoin. Outras empresas de tecnologia, como Pantir Technologies, Nvidia e Broadcom, também mostraram resultados positivos.
Felipe Pontes, COO da Economatica, explica que a alta do dólar e o desempenho negativo do Ibovespa, devido a questões macroeconômicas, contribuíram para esse cenário. A Microstrategy, que adotou o Bitcoin como reserva de valor, se destacou no mercado, acumulando 597.325 BTC, avaliados em US$ 64,51 bilhões.
Bruno Rocio, assessor de investimentos da Raro Investimentos, destaca que as empresas com melhor desempenho são geralmente de setores de alto crescimento, com modelos de negócios recorrentes e margens elevadas. Para quem busca diversificação, os BDRs são indicados, especialmente para investidores com perfil moderado a agressivo.
Análise e Estratégia
Antes de investir em BDRs, é crucial analisar os fundamentos da empresa subjacente. Pontes ressalta que a análise deve seguir a mesma lógica utilizada para ações na Bolsa. Rocio sugere que o equilíbrio entre BDRs e ações brasileiras deve considerar o perfil de risco e os objetivos do investidor.
A diversificação geográfica e a proteção cambial são vantagens dos BDRs, que podem ser uma boa opção para quem busca crescimento de capital no longo prazo. A performance passada, no entanto, não garante resultados futuros, exigindo cautela na seleção dos ativos.
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