- Brasil e China assinaram um acordo em 7 de julho para iniciar estudos de viabilidade de uma ferrovia transcontinental de quatro mil e quinhentos quilômetros.
- O projeto ligará o litoral da Bahia ao porto de Chancay, no Peru, conectando o oceano Atlântico ao Pacífico.
- A ferrovia começará em Ilhéus (BA) e passará por sete estados brasileiros, incluindo regiões produtoras no Centro-Oeste e o Acre, antes de seguir pelos Andes.
- O objetivo é reduzir o tempo de transporte de commodities para a Ásia em até doze dias, diminuindo a dependência do Canal do Panamá.
- Os estudos técnicos, econômicos e ambientais devem durar até cinco anos, e o custo da obra é estimado em mais de dez bilhões de dólares.
Brasil e China firmaram um acordo nesta segunda-feira, 7, para iniciar os estudos de viabilidade de uma ferrovia transcontinental de 4.500 km. O projeto visa conectar o litoral da Bahia ao porto de Chancay, no Peru, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico por meio de trilhos.
A ferrovia começará em Ilhéus (BA) e atravessará pelo menos sete estados brasileiros, passando por regiões produtoras no Centro-Oeste e chegando ao Acre, antes de seguir pelos Andes até o litoral peruano. O traçado será integrado a trechos em construção, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico).
O objetivo principal é reduzir o tempo de transporte de commodities brasileiras para a Ásia, diminuindo a dependência da logística pelo Canal do Panamá. A estimativa é que a nova rota encurte em até 12 dias o escoamento de cargas destinadas ao mercado asiático.
O memorando de entendimento foi assinado pela Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, e pelo Instituto de Planejamento da estatal China Railway. Os estudos técnicos, econômicos e ambientais devem durar até cinco anos, com possibilidade de prorrogação. O custo da obra ainda não foi divulgado, mas projeções anteriores indicavam investimentos superiores a US$ 10 bilhões.
Esse projeto faz parte da estratégia de aprofundar a integração logística sul-americana e fortalecer os fluxos comerciais entre Brasil e China, promovendo um desenvolvimento mais eficiente no setor de transporte e infraestrutura.
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