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Nissan busca captar US$ 5 bilhões para impulsionar reestruturação financeira

Nissan busca reestruturar operações e levantar US$ 5 bilhões em dívidas, enquanto ações caem e investidores questionam a eficácia das medidas.

As ações da montadora caíram 4,9% na segunda-feira após o anúncio da venda dos títulos, a maior queda desde 11 de abril (Foto: Dominic Lipinski/Bloomberg)
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  • A Nissan anunciou a venda de US$ 5 bilhões em dívidas para reestruturação sob o novo CEO, Ivan Espinosa.
  • A empresa enfrenta dificuldades financeiras devido a produtos envelhecidos e um grande pagamento de empréstimos.
  • Serão emitidos ¥ 150 bilhões (US$ 1 bilhão) em títulos conversíveis e US$ 4 bilhões em títulos não garantidos.
  • As ações da Nissan caíram 4,9% após o anúncio, refletindo a preocupação dos investidores.
  • Espinosa planeja eliminar 20.000 empregos e fechar sete fábricas até março de 2028 para restaurar a lucratividade.

A Nissan anunciou planos para vender US$ 5 bilhões em dívidas como parte de uma estratégia de reestruturação sob a liderança do novo CEO, Ivan Espinosa. A montadora, que enfrenta dificuldades financeiras devido a uma linha de produtos envelhecida e um grande pagamento de empréstimos se aproximando, busca levantar capital para financiar novos produtos e tecnologias.

A empresa irá emitir ¥ 150 bilhões (US$ 1 bilhão) em títulos conversíveis e US$ 4 bilhões em títulos não garantidos. A Fitch Ratings atribuiu uma classificação BB à nova dívida, indicando um grau especulativo. As ações da Nissan caíram 4,9% após o anúncio, refletindo a cautela dos investidores, que já viram uma queda de 30% nas ações este ano.

Medidas de Reestruturação

Espinosa, nomeado no início do ano, está implementando um plano para eliminar 20.000 empregos e fechar sete das 17 fábricas da Nissan até março de 2028. Essas ações visam restaurar a lucratividade após um prejuízo líquido de ¥ 671 bilhões no último ano fiscal. A montadora também planeja levantar mais de ¥ 1 trilhão por meio da venda de ativos e planos de lease-back para sua sede em Yokohama.

Os investidores estão atentos à capacidade da Nissan de implementar reformas estruturais sem apoio adicional, especialmente após o fracasso das negociações com a Honda. Nobuhiko Kuramochi, vice-presidente da Parasol Co., destacou que será desafiador convencer o mercado sobre a necessidade de levantar capital até que as mudanças se tornem visíveis.

Desafios do Setor Automotivo

A pressão sobre a Nissan reflete um cenário mais amplo no setor automotivo, onde montadoras tradicionais enfrentam transições dispendiosas para veículos elétricos e tecnologias digitais. A empresa possui cerca de ¥ 2,2 trilhões em caixa e crédito, o que deve garantir operações por 12 a 18 meses. Contudo, a incerteza persiste, e os investidores questionam se as medidas de reestruturação serão suficientes para reverter a situação financeira da montadora.

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